Arco Amanda
Amanda acordou com o barulho da chaleira apitando. Por um instante, pensou que era a mãe chamando para o café, como fazia quando ela era criança em Manps, batendo a colher na xícara com impaciência. Mas não. Estava sozinha. A chaleira só gritava porque ela havia esquecido de desligar o fogo.
Desceu da cama devagar. O quarto cheirava a roupa suada, guardada tempo demais sem ser lavada. No chão, duas garrafas de vinho vazias, uma taça com restos ressecados no fundo. A cortina mal fec