Epílogo – Anos depois
O tempo não apaga. Ele ajeita, desloca, empurra as dores para cantos diferentes, como quem arruma um quarto sem nunca jogar fora de verdade o que machuca. Oito anos haviam passado desde o casamento no jardim da mansão reconstruída. Oito anos cheios de gritos infantis, brigas, reconciliações, aniversários cheios de bolo mal cortado e alguns silêncios que só o convívio traz.
A mansão na estrada daquela ampla cidade agora parecia outra. As paredes, que carregavam as marcas da