A caixa apareceu quando Amanda começou a esvaziar o armário de cima. Estava empurrada para o fundo, coberta de poeira, como se tivesse sido esquecida de propósito. Era de papelão comum, mas Ryan tinha escrito com caneta azul na tampa: “meus guardados”
Ela não procurava nada em específico, só queria livrar-se das sobras dele. Já fazia um mês da morte, e cada detalhe da casa parecia uma pegadinha cruel: o boné jogado no sofá, a escova de dentes ainda úmida de lembrança, a carteira que ela mantinh