O salto direito estava jogado perto da porta, o esquerdo no meio da sala, tombado como se tivesse sido chutado. Bianca entrou e largou a bolsa em cima do sofá de couro branco. O barulho seco ecoou no apartamento vazio.
Ainda ouvia dentro da cabeça a frase dele, repetindo como uma agulha arranhando vinil: “Você precisa parar de me usar como escudo. Não há futuro para nós.”
Escudo. Futuro. Como se ela tivesse armado uma guerra que nem sabia lutar.
Sabia que ela era uma péssima ideia ter dito aque