O celular vibrava em cima da mesa de cabeceira, piscando a tela a cada segundo. Bianca não atendia. Sentada na beira da cama, ainda com o salto nos pés, ela encarava a cortina pesada que deixava só um filete de luz da rua entrar. A noite estava abafada, o ronco de um ônibus distante misturado ao barulho das buzinas da avenida.
O nome de Juan iluminava a tela de novo. Ela deixou tocar até cair na caixa postal. Depois pegou o telefone, digitou uma mensagem curta: "Estou cansada, não hoje". Apagou