Mundo de ficçãoIniciar sessãoValéria Santorini nunca pertenceu ao mundo dos homens que vestem ternos sob medida e comandam impérios com um único telefonema. Ela sempre foi discreta. Intocável. Inexperiente. Até cruzar o caminho dos irmãos Romano. Três homens. Uma proposta indecente. Um contrato com cláusulas claras… e consequências devastadoras. O que começa como um acordo estratégico rapidamente se transforma em um jogo de poder onde cada toque é uma provocação, cada aproximação é um desafio, e cada regra parece feita para ser quebrada. Eles querem testar seus limites. Ela quer provar que ainda tem controle. Mas quando três homens dominantes decidem reivindicar o que desejam, não existe espaço para inocência. Existe apenas desejo. Fome. E a perigosa linha entre rendição e prazer.
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Meu aniversário de 23 anos...
Virei-me lentamente, voltando para a cama, caprichando no rebolado enquanto sentia o olhar deles queimando cada centímetro da minha pele. Sentei-me com calma, cruzando as pernas, como quem se prepara para assistir a um espetáculo exclusivo. E que show…
Os três começaram a se despir devagar, provocantes, sincronizados como se cada movimento tivesse sido ensaiado mil vezes. A música “In The End”, do Linkin Park — Mellen G remix, vibrava pelo quarto, as batidas ecoando no meu peito como um segundo coração. O grave pulsava no ar, misturado à respiração pesada deles. Cada botão aberto, cada peça de roupa deslizando pelo corpo masculino parecia durar uma eternidade deliciosa.
Meu corpo reagia sem pedir permissão.
Ver os três se despindo lentamente me deixava ainda mais excitada. Quando ficaram completamente nus, iluminados pela luz baixa do quarto, a cena era quase obscena de tão perfeita. Deu água na boca. Literalmente.
Aproximei-me outra vez, ajoelhando-me sobre a cama, deixando meus dedos deslizarem por aqueles músculos definidos, quentes, vivos. Sentia a pele arrepiar sob o meu toque. Passei as mãos pelo abdômen de um, pelo peito do outro, pelo quadril do terceiro. Eles eram tão iguais e, ainda assim, tão diferentes na energia que transmitiam.
Ver a virilidade pulsando, firme, orgulhosa, apontada para mim, estava me deixando enlouquecida. Meu coração martelava no peito, minha respiração ficou curta. Eu queria os três em mim. Esta noite.
Queria sentir tudo. Queria provar tudo.
Queria me perder.
...
4 anos antes…
Fui criada como a princesinha do papai.
A única coisa que fazia da vida era estudar. Cresci em uma enorme casa, cercada por funcionários que pareciam sempre antecipar meus desejos. Nunca me faltou nada. No meu último aniversário antes da tragédia, ganhei um apartamento de luxo com vista para o Central Park. Lembro-me de ter ficado parada diante da janela, olhando a cidade aos meus pés, sentindo-me invencível.
Ele me deu com a condição de não vendê-lo antes dos trinta anos.
Achei engraçada aquela cláusula maluca.
O que ele achou? Que eu venderia e fugiria? Ainda disse que seria meu futuro.
Meu pai sempre pensava à frente.
Falo inglês, francês, espanhol, alemão e arranho no russo e italiano. Mimada e amada, sim. Porém, inteligente. Sempre fui dedicada. Nunca dependi apenas do sobrenome.
Meus pais estavam estranhos nos últimos meses. Havia tensão no ar, cochichos interrompidos quando eu entrava na sala. Soube pelo reitor da faculdade que meu pai havia feito um fundo, custeando todo meu estudo antecipadamente. Na época, achei exagero.
Hoje entendo que talvez ele soubesse que o tempo era curto.
Infelizmente, meu mundo ruiu do dia para a noite.
Perdi meus pais e meu irmãozinho em um acidente.
Fiquei só.
O silêncio da casa enorme foi substituído por um vazio ensurdecedor dentro do meu peito.
...
4 anos depois…
Formei-me há alguns meses na universidade. Diploma na mão, currículo impecável, idiomas fluentes… e nenhuma oportunidade.
Não consegui emprego.
O desespero estava me fazendo aceitar a primeira chance que aparecesse, sem pensar duas vezes. Eu não entendia onde estava meu erro. Sou poliglota. Posso não ter experiência formal, mas aprendo rápido. Sou disciplinada. Sou organizada. Sou dedicada.
Sabe aquele ditado que diz: pior que tá não fica?
Pura ilusão.
Não só pode como vai.
Para você ter noção da maré de azar que ando, ontem acordei com meu apartamento cheio d’água porque o idiota do andar de cima resolveu fazer uma maldita reforma por conta própria. Estourou um cano que acabou afetando o meu apartamento, inundando tudo.
E, para o meu azar, o meu foi o mais afetado.
Após a morte dos meus pais, aluguei o apartamento de luxo para me manter e custear algo menor. Na época achei este apartamento pequeno no Brooklin aconchegante. Hoje ele parecia um cenário de guerra.
Pra piorar, meu telefone não despertou. Me atrasei. Perdi o metrô para uma importante entrevista de emprego.
E, para fechar com chave de ouro…
Fui assaltada.
Sim. Levaram o pouco dinheiro que eu tinha na bolsa. Só não levaram o celular porque, como sempre, eu havia esquecido em casa. Quem na vida esquece sempre o celular em casa?
Eu.
A pessoa mais azarada do mundo.
Ou sortuda, né? Já que, a essa hora, poderia estar sem ele.
Que dia de merda!
Distribuí um monte de currículos e até agora nada. Meu carro quebrou há semanas e eu não tenho um centavo para consertar.
E, para piorar, acabei de ser notificada que terei que deixar o apartamento até que tudo seja resolvido a respeito da “inundação” causada pelo babaca metido a encanador.
Como se o universo estivesse gargalhando da minha cara.
Meu telefone toca.
Claro que só pode ser a maluca da minha amiga.
Camila. Ou Cami, como gosta de ser chamada. Mulher linda, morena cor de canela, cabelos longos e cacheados, da minha altura. É de parar o trânsito com suas curvas. Um tanto maluquinha. E eu amo essa alegria dela.
— Fala, sua vaca.
Atendo já carinhosa, como sempre.
— Quê isso, amiga? É assim que você trata sua amiga do coração, que tá te ligando para dizer que conseguiu uma entrevista de emprego para você? Só não me pergunte como…
Meu coração quase saiu pela boca.
— Sério, amiga? Não se brinca com essas coisas, sua louca.
Torci para ser verdade. Eu ia virar sem teto nos próximos meses.
— Claro, sua doida! Vão te ligar do RH da Romano Enterprise. O cargo é de secretária dos trigêmeos gostosos responsáveis pela rede de boates The Lux!
Meu cérebro travou por dois segundos.
Trigêmeos.
Gostosos.
CEO’s.
Boates.
— Obrigada, amiga. Nem sei como agradecer. Achei que a sessão de azar não fosse acabar. Nem te conto, vou ter que sair do apartamento…
Contei toda a história da inundação, do Mateus idiota, das paredes encharcadas.
— Ô, miga, não fica assim. Se quiser a gente dá uma surra no idiota! Há males que vêm para o bem. Vai dar tudo certo. Aliás, por que a gente não sai para comemorar?
— Só você mesmo pra me fazer sorrir depois do péssimo dia que eu tive. Mas hoje não dá. Tô cheia de coisas pra empacotar. Tá uma zona de guerra aqui.
— Você quem sabe. Qualquer coisa me liga!
Desliguei me sentindo levemente mais leve.
Horas depois, o telefone toca novamente.
— Oi, amiga, não dá para falar agora!
— Boa tarde, falo com a senhorita Valéria Santorini?
A voz feminina, educada e profissional, fez meu estômago revirar.
— Sim, sou eu.
— Senhorita, aqui é Estela, do RH da Romano Enterprise. Estou entrando em contato para marcar a entrevista para o cargo de secretária dos CEO’s da The Lux.
O frio na barriga foi instantâneo.
— A entrevista será às 8:00. É bom chegar um pouco mais cedo para se preparar. Eles odeiam atrasos.
Ela parecia estar me avisando com carinho.
— Sim, estarei aí. Obrigada, Estela.
— Boa sorte, senhorita. Até amanhã.
Desliguei e comecei a dar pequenos pulos no meio do apartamento alagado.
Finalmente.
Uma chance.
Ai, meu Deus.
Eu, Valéria, a virgem ainda aos 22 anos, seria secretária de três CEO’s pra lá de gostosos. E devem ser idênticos.
Minha Nossa Senhora das virgens excitadas e desesperadas.
Boa sorte pra mim.
Se eu tivesse internet, já teria revirado a vida deles do avesso.
O dia passou voando entre caixas e roupas dobradas às pressas. Após a entrevista, precisaria procurar outro lugar para morar.
Depois de um banho relaxante, passei meu hidratante com cheirinho de morango. Uma das poucas coisas que ainda me permito manter da antiga vida.
Já estava de pijama quando alguém bateu na porta.
— Caramba, prédio super seguro, qualquer um pode entrar.
Olhei no olho mágico.
Cami.
Abri sorrindo.
— O que tá fazendo aqui, sua doida?
— Vim te buscar, né? Ou você achou que aceitaria um não como resposta? Vai logo, se arruma. Bora na boate The Lux conhecer o local e ver se encontramos seus novos patrões. Aproveita, viu? Ingresso vip!
— Como você conseguiu isso?
— Trabalho em um dos cassinos dos hotéis Oásis durante o dia. Consegui com um amigo. Você acha que te enfiaria numa roubada? Jamais!
Suspirei.
— Só vou porque tô estressada demais. Mas no máximo 1 da manhã eu preciso estar de volta.
Enquanto eu me arrumava, ela soltou:
— Sobre isso, miga… tenho uma proposta. Depois que terminei com o otário do Marcos, aluguei um apartamento aqui no Brooklin. Seria ótimo você morar comigo e dividirmos as despesas.
Fiquei paralisada.
— Sério, amiga?
Comecei a chorar.
— Amanhã mesmo você se muda.
Ela me abraçou forte.
— Agora passa uma maquiagem nessa cara e fica bem gata. Hoje vamos arrasar.
Passava das nove quando pegamos um Uber rumo à The Lux.
A cidade brilhava pelas janelas, como se Nova York conspirasse comigo.
Meu coração batia acelerado.
É hoje que me livro dessa virgindade.
Enrico:Não somos apenas uma boate, vendemos liberdade de expressar cada desejo guardado. E é extremamente proibido pedofilia, zoofilia e necrofilia, membros da Black List passam por um rigoroso processo de investigação e seus convidados também. Valéria teria acesso aos andares superiores, pois já tínhamos toda sua vida em nossas mãos. Seu histórico, suas redes sociais, suas contas. Sabíamos que ela era exatamente o que parecia: uma mulher lutando para sobreviver.Prostituição era proibido na The Lux, todas as submissas estavam ali por livre e espontânea vontade em busca de um dominador. Todos os funcionários eram altamente treinados para reconhecer se alguma estava sendo forçada a algo, isso era inadmissível.— Quanto ao contrato, vocês acham que ela vai aceitar? — digo, finalmente parando de andar e encarando meus irmãos.— Olha, vamos torcer para que a festinha no elevador conte a nosso favor — Lucca diz, preocupado, os dedos tamborilando na mesa de vidro.Não será nada fácil se el
Valéria:Acordei às 6 da manhã e tomei um longo banho. A água quente escorria pelo meu corpo, mas não conseguia lavar as memórias da noite passada. A noite passada não sai da minha cabeça e meu corpo inteiro ainda sente os toques famintos, seis mãos alisando todo o meu corpo simultaneamente, me deixando à beira de um abismo. Fechei os olhos debaixo do chuveiro e revivi cada segundo: a língua de Dante, os dedos de Enrico, a boca de Lucca. Meu corpo respondeu imediatamente, um calor úmido entre as pernas.— Droga, sua burra, porque não subiu com eles, já que tinha ficado praticamente nua, chupado três longos e grossos paus, que até agora me deixam com água na boca. – Penso em voz alta, a frustração ecoando nas paredes do box.— Burra, burra, burra...Desligo o chuveiro com violência, como se pudesse silenciar meus pensamentos. Enrolo a toalha no corpo e vou até o quarto, o vapor me acompanhando. Agora é tarde, não volto mais naquela boate, não é pro meu bico. Ainda mais os chefes sendo
Lucca:— Meu nome é Salvatore e esses são meus irmãos, Lucca, Enrico e Dante. — Ele fez as apresentações com naturalidade, mas eu mal ouvia. Meus olhos estavam pregados nela.Salvatore nos apresentou às garotas, e então ela falou, e sua voz era como mel.— Prazer, Valéria, e essa você já conhece, minha amiga Cami — Valéria disse, estendendo a mão. Cumprimentou primeiro Salvatore, e quando sua mão tocou as nossas, uma corrente elétrica percorreu todo o meu corpo e, pelo jeito, houve o mesmo com meus irmãos. Senti o choque subir pelo braço, incendiando meu peito. Nos entreolhamos por uma fração de segundo, confirmando a química instantânea. Valéria corou de uma maneira que me deixou duro de tesão, um rubor que subiu do pescoço às bochechas, tornando-a ainda mais irresistível.Olhamos para Salvatore, que já estava aos beijos com Cami, num abandono que beirava o cinematográfico. Pelo jeito meu irmão conseguiu vencer a resistência da garota. Os dois se levantaram dizendo que iriam pra pist
Valéria:— Chupa, vai, minha gostosa, mostra do que essa boquinha é capaz. – As palavras de Enrico me encheram de tesão outra vez. Dante se levantou e senti Lucca se aproximar e tomar minha boceta em suas mãos por trás, enquanto Dante beijava meu pescoço e massageava meus seios.Chupei, lambi, levei ao fundo da garganta, deixando Enrico maluco e, mais uma vez, gozei, levando uma enxurrada de porra na garganta, engolindo cada gota.Lucca tirou seus dedos de mim, tomando minha boceta em sua boca e sugando todo o meu gozo, fazendo meu corpo tremer em um eco de prazer.Estava fraca, mole, descabelada, toda vermelha, lábios inchados, boceta dolorida de tantos orgasmos. Nunca imaginei que seria humanamente possível ter tantos orgasmos em uma única noite.Os meninos me abraçaram carinhosamente, num contraste delicioso com a fúria dos minutos anteriores. Misericórdia, se foram capazes disso em um elevador, imagino o que seriam capazes em uma cama. Estávamos sentados no piso frio do elevador,
Valéria:Seguimos para o elevador. O mármore do chão e os espelhos nas paredes ampliavam a sensação de claustrofobia, mas não era disso que eu reclamava. Ficar fechada com três homens maravilhosos nesse espaço reduzido estava me deixando louca. De cabeça baixa, olhei de relance para eles e, puta que pariu, havia uma baita ereção ali. Na verdade, três. Caramba, lá se vai de vez minha calcinha, preciso urgentemente ir ao banheiro e jogá-la no lixo.As portas de metal polido se fecharam com um silvo suave, e o elevador começou a subir. O silêncio era pesado, carregado de eletricidade.— Tá vendo o que fez com a gente, nostra Valéria? — a voz de Dante rompeu o silêncio, grave e rouca. — Estamos loucos de tesão por você.Antes que eu pudesse processar a informação, os três se aproximaram. Mãos grandes tocaram meu rosto, e um gemido baixo escapou dos meus lábios. Quando menos esperei, fui tomada pela boca de Dante, um beijo voraz e possessivo, enquanto Lucca e Enrico beijavam e mordiscavam
Valéria:Optei por um vestido vermelho curto, justo ao corpo, com um decote profundo que valorizava meus seios e deixava minha pele ainda mais clara sob a luz do quarto. A maquiagem era leve, mas estrategicamente pensada: olhos marcados, boca suave, nada exagerado. Estava me sentindo linda.Perdi quase tudo na vida… menos a centena de vestidos de marca que eu tinha. Ainda bem que minhas roupas e sapatos ficaram comigo. Pequenas vitórias.Assim que chegamos à boate, Cami me puxou para o começo da fila — que, por sinal, era imensa — mostrou o convite dourado e nossa entrada foi liberada de imediato.A fachada da The Lux brilhava como um farol no meio da noite de Manhattan. O som grave atravessava as paredes, vibrando no peito antes mesmo de entrarmos.— Amiga do céu, me convide sempre, esse lugar é magnífico!Logo na chegada, a recepcionista pediu o convite dourado e nos entregou uma explicação rápida sobre as pulseiras. Poderíamos escolher entre três cores: verde, amarela ou vermelha.





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