No carro, o caminho até a mansão Monteiro parecia mais longo do que o normal.
Ashiley encarava o próprio reflexo no vidro, tentando se preparar para o que viria.
Confrontar a mãe já tinha sido difícil.
Confrontar a irmã… seria pior.
Gustavo dirigia em silêncio, observando tudo: a estrada, os retrovisores, a respiração dela.
Quando viraram na alameda principal da mansão, ele quebrou o silêncio:
— Se em algum momento você não quiser continuar, a gente volta.
Ashiley respirou fundo.
— Eu quero continuar.
Gustavo olhou para ela por um segundo — não para confirmar, mas para se certificar de que ela estava decidindo por si mesma.
E então prosseguiram.
A porta da mansão estava aberta.
O cheiro de café fresco preencheu o hall.
E lá estava Aline, a irmã mais velha, impecável como sempre: coque perfeito, blazer claro, postura ereta. O tipo de pessoa que parecia nascer pronta para a foto.
Quando viu Ashiley, ela sorriu.
Um sorriso que não alcançou os olhos.
— Até que enfim você veio — disse Alin