A manhã seguinte começou pesada.
O envelope com a frase misteriosa ainda estava sobre a mesa do sítio, como uma ameaça silenciosa.
Ashiley mal dormiu.
Mas, ao contrário do que esperava, acordou mais firme — como se a confusão tivesse endurecido algo dentro dela.
Gustavo já estava acordado, falando baixo ao telefone, postura rígida.
Quando ela desceu, ele desligou imediatamente.
— Alguma novidade? — perguntou ela.
— Sim — ele respondeu. — Mas você não vai gostar.
Ela sentou no sofá, respirando fundo.
— Pode falar.
Gustavo puxou o celular e abriu uma imagem.
Era uma captura do sistema de segurança da casa nova, de dois dias antes.
Mostrava uma pessoa parada do lado de fora do portão, às três da manhã.
A imagem não era perfeita, mas o contorno era claro.
Ashiley levou a mão à boca.
— É o…?
— O segurança pessoal do Pietro — completou Gustavo. — O mesmo que tentou te abordar na noite que ele apareceu na mansão Monteiro.
Ashiley sentiu a pele arrepiar.
— Ele estava rondando a casa?
— Sim. E