A noite estava calma, mas Clara não conseguia dormir. O som do mar ao longe, que tantas vezes lhe trouxera paz, agora parecia acentuar a inquietação. O corpo doía em pequenos protestos: uma pressão latejante na cabeça, um cansaço que não se desfazia nem com o repouso. Ela se levantou devagar, caminhou até a varanda e deixou que o vento frio lhe tocasse o rosto. Era como se precisasse se lembrar de que ainda estava viva.
Miguel a encontrou ali, com o xale enrolado nos ombros. Aproximou-se em sil