Mundo de ficçãoIniciar sessãoLuna Amoretti Dal é uma perfumista genial, mas seu coração é um frasco lacrado. Desde que perdeu seu primeiro amor em um trágico acidente, ela se recusa a se entregar à vulnerabilidade, impondo uma barreira de independência e mantendo sua virgindade como um escudo contra a dor. Ela é a tempestade indomável, a essência da contradição. Sheik Rashid Al-Jamil é um magnata do Oriente Médio, acostumado a dominar tudo o que toca. Sua atração por Luna é imediata e avassaladora, mas seu orgulho foi ferido pela traição de sua ex-noiva, tornando-o possessivo, dominador e desconfiado. Ele é o deserto implacável, que esconde um passado de dor sob uma fachada de poder. Quando Rashid propõe uma parceria de negócios em Dubai, Luna aceita, impondo regras: o relacionamento será estritamente profissional... e físico. O que começa como um duelo de vontades e uma série de encontros extremamente hot e detalhados se transforma em uma paixão que ameaça quebrar as defesas de ambos. Mas o mundo de Rashid é perigoso. Uma ameaça política e familiar ressurge, forçando-o a tomar uma decisão brutal que a destrói. Luna retorna a Paris, devastada e sentindo-se traída, mas usa sua dor para criar sua obra-prima. Será que a tempestade de Luna e o deserto de Rashid podem se fundir em um império de amor e paixão, ou o medo e a traição do passado os condenarão a uma separação eterna? Prepare-se para uma jornada quente, intensa e emocionante onde a única regra é a rendição total.
Ler maisLuna DalI. A Amostra 02: O Desejo ReprimidoO laboratório era o meu único santuário, o único lugar onde eu podia ser honesta comigo mesma. A Amostra 001 havia sido um desafio, uma provocação. A Amostra 002 era uma confissão. Eu a chamei, em minha mente, de Confusão.Eu estava ali, debruçada sobre a bancada de mármore, misturando as últimas gotas. Esta fragrância não era para o resort; era para mim. Era a representação líquida do meu estado de espírito após o confronto com Rashid no dia anterior.Eu havia começado com notas de topo de menta e aldeídos, frias, quase metálicas, que remetiam à distância que eu tentava manter e ao luto que me congelava. Era o cheiro da neve caindo sobre um túmulo, a pureza fria da minha lealdade a Lucca. O coração era de tuberosa e jasmim, flores brancas, clássicas, que simbolizavam a inocência e a feminilidade que eu havia trancado. Mas eu as havia saturado com uma sensualidade subjacente, um cheiro de pele quente que era impossível de ignorar. E o fundo
I. A Missão Matinal de Omar e ChloéOmarO sol da manhã em Dubai era um luxo, mas eu me sentia deslocado. Sentado em uma cafeteria de design minimalista, a poucos quilômetros do palácio, eu observava Chloé. Ela era um furacão de cores e risadas, vestida em um macacão amarelo vibrante que parecia desafiar a sobriedade do meu dishdasha cinza.— Você é muito sério, Omar — ela disse, dando um gole em seu café au lait. — É como se você tivesse engolido um manual de etiqueta real.— É meu trabalho, Srta. Chloé. A seriedade é um requisito para a função — respondi, mantendo minha voz em um tom neutro, embora o calor de seu olhar estivesse me desestabilizando.— Pff. Trabalho. Eu trabalho, mas eu vivo. Você vive, Omar? Ou você apenas existe na sombra do Sheik? — A pergunta era direta, quase rude, mas dita com um sorriso tão franco que era impossível se ofender.Eu hesitei. Ninguém jamais havia me perguntado isso. Minha vida era Rashid. Minha lealdade era absoluta. — Eu sou o guardião da ordem
Luna DalO laboratório improvisado que Rashid havia montado para mim no palácio era um paradoxo. Era pequeno, mas luxuoso, com bancadas de mármore branco e equipamentos de última geração importados da França. Era um espaço de trabalho, mas estava inserido em um mundo de opulência que me parecia irreal. Eu me sentia uma intrusa, uma peça de xadrez em um jogo que eu mal compreendia.O cheiro de Dubai, uma mistura de especiarias, incenso e areia quente, era um desafio para a minha arte. Eu precisava capturar a essência do novo resort de Rashid, um lugar que prometia ser um oásis de luxo e mistério. Eu precisava de uma fragrância que fosse ao mesmo tempo exótica e familiar, que evocasse a riqueza do Oriente Médio sem ser clichê.Eu estava ali, no meu refúgio de aromas, tentando me concentrar nas notas de topo, coração e fundo, mas minha mente insistia em me trair. A imagem de Rashid, o beijo roubado, a assinatura do contrato que selava meu destino em Dubai por tempo indeterminado. Eu tent
Luna Amoretti DalO ar ainda crepitava com a eletricidade do beijo. Meus lábios ardiam, e o gosto de hortelã e poder do Sheik Rashid Al-Jamil ainda estava em minha boca. Ele havia me beijado com a ferocidade de um predador, e eu, a presa, havia cambaleado, mas não caído.Eu o empurrei, a força da minha repulsa superando a atração magnética.— Isso não está no contrato, Sheik — minha voz saiu mais firme do que eu esperava, apesar do tremor em minhas mãos.Ele sorriu, um sorriso lento e perigoso que prometia quebrar todas as minhas regras.— O contrato é um pedaço de papel, Luna. A atração entre nós é uma força da natureza.— A força da natureza não paga minhas contas. E eu não sou um brinquedo para o seu tédio.Eu me recompus, ajeitei meu vestido verde esmeralda e voltei para a mesa, abrindo minha pasta com as mãos firmes. Eu precisava de controle.— Vamos voltar aos negócios, Sheik. Eu tenho uma agenda apertada.Ele me observou, os olhos escuros fixos em mim, e eu senti o calor de seu
Sheik Rashid Al-JamilO bilhete de Luna era uma afronta. Curto, direto, profissional. Nenhuma menção à noite anterior, nenhuma desculpa pela bebedeira, nenhuma palavra sobre Lucca. Apenas a confirmação de que ela estaria pronta para a reunião de negócios às dez.Eu estava no meu *hammam* privado, a água quente e o vapor tentando acalmar a febre que ela havia acendido em mim. Não funcionava. A imagem dela, vulnerável em meus braços, chamando por outro homem, me consumia.Eu a queria. Não apenas o corpo, mas a alma indomável que ela escondia sob a armadura de perfumista. Eu a queria rendida, implorando por mim.Eu saí do *hammam*, o corpo nu e forte, e me dirigi ao meu *closet*. Eu precisava de algo que a lembrasse de quem eu era. Eu escolhi um *dishdasha* branco, impecável, e um *ghutra* vermelho e branco. O uniforme do poder.O *tablet* vibrou. Era minha mãe. Meu estômago se revirou.— Mãe — eu disse, a voz seca, sem a formalidade que ela exigia.— Rashid. Você está me ignorando. O co
Luna Amoretti DalA dor latejava em minha cabeça, um martelo implacável que ecoava a loucura da noite anterior. Abri os olhos, e a primeira coisa que vi foi o teto abobadado e dourado da suíte presidencial. Não o meu quarto no hotel, mas a gaiola de ouro onde o Sheik Rashid Al-Jamil havia me aprisionado.Sentei-me na cama, o lençol de seda escorregando do meu corpo. Eu estava vestida com uma camisa de seda masculina, macia e cheirando a sândalo e poder. O cheiro dele.A ressaca era brutal, mas a confusão era pior. As lembranças da noite anterior vieram em flashes: o jantar tenso, o vinho, a sensação de descontrole, e o nome. Lucca.Eu havia chamado o Sheik de Lucca.A vergonha me atingiu como uma onda. Eu havia exposto minha ferida mais profunda, meu trauma mais íntimo, para o homem que eu mais precisava manter à distância. E o pior: eu havia chorado em seus braços, implorando para que ele não me deixasse.Levantei-me, cambaleando em direção ao banheiro. A visão no espelho era de uma





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