Mundo ficciónIniciar sesiónLuna Amoretti Dal é uma perfumista genial, mas seu coração é um frasco lacrado. Desde que perdeu seu primeiro amor em um trágico acidente, ela se recusa a se entregar à vulnerabilidade, impondo uma barreira de independência e mantendo sua virgindade como um escudo contra a dor. Ela é a tempestade indomável, a essência da contradição. Sheik Rashid Al-Jamil é um magnata do Oriente Médio, acostumado a dominar tudo o que toca. Sua atração por Luna é imediata e avassaladora, mas seu orgulho foi ferido pela traição de sua ex-noiva, tornando-o possessivo, dominador e desconfiado. Ele é o deserto implacável, que esconde um passado de dor sob uma fachada de poder. Quando Rashid propõe uma parceria de negócios em Dubai, Luna aceita, impondo regras: o relacionamento será estritamente profissional... e físico. O que começa como um duelo de vontades e uma série de encontros extremamente hot e detalhados se transforma em uma paixão que ameaça quebrar as defesas de ambos. Mas o mundo de Rashid é perigoso. Uma ameaça política e familiar ressurge, forçando-o a tomar uma decisão brutal que a destrói. Luna retorna a Paris, devastada e sentindo-se traída, mas usa sua dor para criar sua obra-prima. Será que a tempestade de Luna e o deserto de Rashid podem se fundir em um império de amor e paixão, ou o medo e a traição do passado os condenarão a uma separação eterna? Prepare-se para uma jornada quente, intensa e emocionante onde a única regra é a rendição total.
Leer másLuna Amoretti DalO ar ainda crepitava com a eletricidade do beijo. Meus lábios ardiam, e o gosto de hortelã e poder do Sheik Rashid Al-Jamil ainda estava em minha boca. Ele havia me beijado com a ferocidade de um predador, e eu, a presa, havia cambaleado, mas não caído.Eu o empurrei, a força da minha repulsa superando a atração magnética.— Isso não está no contrato, Sheik — minha voz saiu mais firme do que eu esperava, apesar do tremor em minhas mãos.Ele sorriu, um sorriso lento e perigoso que prometia quebrar todas as minhas regras.— O contrato é um pedaço de papel, Luna. A atração entre nós é uma força da natureza.— A força da natureza não paga minhas contas. E eu não sou um brinquedo para o seu tédio.Eu me recompus, ajeitei meu vestido verde esmeralda e voltei para a mesa, abrindo minha pasta com as mãos firmes. Eu precisava de controle.— Vamos voltar aos negócios, Sheik. Eu tenho uma agenda apertada.Ele me observou, os olhos escuros fixos em mim, e eu senti o calor de seu
Sheik Rashid Al-JamilO bilhete de Luna era uma afronta. Curto, direto, profissional. Nenhuma menção à noite anterior, nenhuma desculpa pela bebedeira, nenhuma palavra sobre Lucca. Apenas a confirmação de que ela estaria pronta para a reunião de negócios às dez.Eu estava no meu *hammam* privado, a água quente e o vapor tentando acalmar a febre que ela havia acendido em mim. Não funcionava. A imagem dela, vulnerável em meus braços, chamando por outro homem, me consumia.Eu a queria. Não apenas o corpo, mas a alma indomável que ela escondia sob a armadura de perfumista. Eu a queria rendida, implorando por mim.Eu saí do *hammam*, o corpo nu e forte, e me dirigi ao meu *closet*. Eu precisava de algo que a lembrasse de quem eu era. Eu escolhi um *dishdasha* branco, impecável, e um *ghutra* vermelho e branco. O uniforme do poder.O *tablet* vibrou. Era minha mãe. Meu estômago se revirou.— Mãe — eu disse, a voz seca, sem a formalidade que ela exigia.— Rashid. Você está me ignorando. O co
Luna Amoretti DalA dor latejava em minha cabeça, um martelo implacável que ecoava a loucura da noite anterior. Abri os olhos, e a primeira coisa que vi foi o teto abobadado e dourado da suíte presidencial. Não o meu quarto no hotel, mas a gaiola de ouro onde o Sheik Rashid Al-Jamil havia me aprisionado.Sentei-me na cama, o lençol de seda escorregando do meu corpo. Eu estava vestida com uma camisa de seda masculina, macia e cheirando a sândalo e poder. O cheiro dele.A ressaca era brutal, mas a confusão era pior. As lembranças da noite anterior vieram em flashes: o jantar tenso, o vinho, a sensação de descontrole, e o nome. Lucca.Eu havia chamado o Sheik de Lucca.A vergonha me atingiu como uma onda. Eu havia exposto minha ferida mais profunda, meu trauma mais íntimo, para o homem que eu mais precisava manter à distância. E o pior: eu havia chorado em seus braços, implorando para que ele não me deixasse.Levantei-me, cambaleando em direção ao banheiro. A visão no espelho era de uma
Sheik Rashid Al-JamilA recusa do presente de Luna foi um soco no estômago. Não pela perda material, mas pela afronta ao meu poder. Eu sou o Sheik Rashid Al-Jamil, e ninguém recusa um presente meu. Ninguém. Exceto ela.Eu estava no meu escritório, a vista panorâmica de Dubai se estendendo à minha frente, mas meus olhos estavam fixos no meu reflexo. Eu via o homem que havia sido traído, o homem que havia jurado nunca mais se render ao amor. E eu via o homem que estava obcecado por uma perfumista brasileira.Eu liguei para o meu assistente, a voz fria e autoritária.— Prepare um jantar no Al Muntaha. Reserve a melhor mesa. E diga a Luna que é uma reunião de negócios.Eu precisava vê-la, precisava sentir o cheiro dela, precisava quebrar a muralha que ela havia construído. Eu não a amava, eu me lembrava disso a cada batida do meu coração. Eu a queria como um troféu, como uma prova de que eu ainda era o Sheik Rashid Al-Jamil.Eu a encontrei no lobby do hotel, vestida com um vestido de seda
Luna DalO luxo da suíte presidencial no Burj Al Arab era opressor. Não era um quarto de hotel; era um andar inteiro, com vista panorâmica para o Golfo Pérsico e a cidade que parecia ter sido construída para exibir o poder. Minhas malas, que haviam sido transferidas sem minha permissão, estavam dispostas com a precisão de um exército. Eu estava em uma gaiola de ouro, e o Sheik Rashid Al-Jamil era o meu carcereiro.A fúria me consumia. Não era apenas a violação da minha privacidade, mas a presunção dele. Ele pensava que podia me comprar, que podia me dominar com diamantes e luxo. Eu não era uma boneca que podia ser movida de um lugar para outro.Eu peguei o colar de diamantes e esmeraldas, sentindo o peso frio em minhas mãos. Era lindo, mas o bilhete que o acompanhava era um insulto. “Para a minha Rainha. Você pode fugir do meu palácio, mas não pode fugir do meu mundo. Vista-o. E venha para casa. Rashid.”— Rainha? — eu ri, um som amargo. — Eu sou a Rainha de mim mesma, Sheik.Eu ligue
Sheik Rashid Al-JamilO telefone estava frio em minha mão, mas o calor que Luna havia acendido em mim na noite anterior, e reacendido com sua voz desafiadora, era uma fornalha.— Eu sou sua parceira de negócios, Sheik. Apenas isso.A frase dela ecoava em minha mente, um insulto à minha autoridade. Ela pensava que podia ditar as regras do jogo. Ela pensava que podia me negar. A recusa dela não me enfureceu; ela me obcecou. Luna Amoretti Dal era uma equação que eu ainda não havia resolvido, um perfume que eu ainda não havia decifrado, e eu não descansaria até que ela estivesse completamente sob meu controle. O desejo que ela despertava era um fogo que eu não sentia desde a juventude, e a única maneira de apagar esse fogo era possuí-la. Não apenas seu corpo, mas sua mente, seu espírito indomável. Ela era a tempestade, e eu era o deserto. O deserto sempre engole a tempestade.Minha rotina começou com a precisão de um relógio suíço, uma antítese ao caos que Luna representava. Às 6h00, meu





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