Miguel passava os dedos pelas bordas de um livro antigo, enquanto Clara o observava em silêncio. Estavam sentados em um café rústico, onde o cheiro de pão fresco se misturava ao aroma de café torrado. A cena tinha um ar de simplicidade que confortava Clara, mas também a desarmava. Era fácil esquecer o peso do passado quando estava ali, ouvindo-o falar sobre literatura ou sobre o mar que moldava cada história daquela pequena cidade.
Mas o passado não se apaga. Ele se infiltra nas frestas da alma