O portão da penitenciária se fechou atrás de Adriano Monteiro com um estrondo metálico que ecoou em seus ossos. O som era frio, definitivo, como um martelo de juiz batendo na mesa. Pela primeira vez, o homem que se orgulhara de dominar conselhos de administração, de subjugar sócios e manipular destinos, sentiu-se reduzido a um número. Uma matrícula no sistema prisional. Um corpo entre muitos.
O uniforme laranja foi entregue sem cerimônia. Ele hesitou em vesti-lo, como se ainda tivesse algum dir