Clara Monteiro acordou cedo naquela manhã, o sol filtrando-se pela cortina leve do novo apartamento. O silêncio que antes parecia uma prisão agora era companhia, uma calma diferente. Não havia passos masculinos ecoando pelo corredor, não havia o peso da mansão que cheirava a mentira. Só ela, seu respirar, e a cidade lá fora que continuava indiferente à queda dos poderosos.
Serviu o café devagar, degustando cada gole como um rito. Há anos não sentia o sabor simples da rotina sem medo de quando a