O sol da manhã parecia indiferente à ruína que se desenhava na vida de Adriano Monteiro. O mundo lá fora continuava seu curso: carros apressados nas avenidas, pessoas cruzando as ruas com cafés nas mãos, crianças uniformizadas indo para a escola. Mas dentro do coração de Clara, havia uma calma afiada, quase cruel, que transformava cada novo amanhecer em um palco perfeito para a queda dele.
Clara se levantou cedo, vestiu-se com sobriedade e caminhou até o escritório de Augusto, o advogado que de