Mundo de ficçãoIniciar sessãoUma comédia romântica onde dois corações que desistiram do amor, se unem por culpa de uma garotinha encantadora. Elizabeth trabalhou e estudou muito na vida, deixando o amor de lado, mas quando conseguiu encontrar alguém para amar, sofreu uma decepção traumatizante, ao descobrir no dia de seu casamento que, na verdade, a noiva era a sua prima. Liz criou uma mágoa enorme por sua família e os abandonou para seguir sua própria vida longe deles. Anos se passaram e aos 46 anos, Elizabeth voltou para rever sua família e descobriu que Lauro, o marido que sua prima lhe roubou, os destruiu e agora, só restava a pequena Aurora, que se encontrava no momento em um orfanato. Agora, Elizabeth está desesperada para se casar, pois quer adotar a pequena Aurora e encontrou em seu caminho, Javier, um dos homens mais ricos do mundo, mas que para espantar as pretendentes, fingiu ser pobre e endividado. O que ele não sabia era que Liz iria lhe surpreender, oferecendo uma boa quantia em troca de um casamento falso.
Ler maisO carro parou em frente a igreja e Elizabeth desceu, sorridente. Aquele sorriso que não tirou do rosto, desde que acordou naquele dia, pois aquele era o tão esperado dia de seu casamento.
Ela olhou a frente da igreja, onde tinha um arco de flores brancas, percebendo que ficou exatamente como ela pediu. Ela se certificou de organizar tudo, a decoração, os padrinhos e madrinhas. Liz escolheu aquela igreja, pois era a mais bela da cidade, com suas torres enormes em um estilo arquitetônico medieval e, além do mais, aquela era exatamente a igreja que sempre sonhou em se casar e esperava que no dia de seu casamento, ela se sentisse como uma princesa dos contos de fadas. Passando um pouco do encantamento, Elizabeth olhou a sua volta e seu sorriso foi se desfazendo ao perceber que o lugar estava vazio e as portas da igreja fechadas. Algo estranho, pois, no dia de um casamento, a noiva deveria ser sempre a mais aguardada. Muitos curiosos deveriam estar ali para ver a noiva chegar, mas… Onde estão os fotógrafos que ela contratou? E as crianças que a acompanhariam na marcha nupcial? Ainda assim, mesmo com esse imprevisto inesperado. Elizabeth voltou a sorrir, pensava que nada iria estragar seu grande dia. Ela já tinha os seus 36 anos, mas estava sorrindo como se tivesse voltado aos seus 16. Mesmo sozinha, sem ninguém para ajudá-la, ela subiu todas as escadas da igreja e em frente a porta, respirou fundo e com as duas mãos empurrou as portas, abrindo-as. Nesse momento, ela teve um lapso de incredulidade, a igreja estava lotada e uma cerimônia estava acontecendo, porém… tudo parou, os noivos se voltaram para olhar para ela e todos os convidados também se viraram. Elizabeth sentiu vontade de dar um tapa em seu próprio rosto, pois aquela cena parecia um daqueles pesadelos angustiantes, aos quais desejamos acordar desesperadamente, mas não conseguimos e as coisas pioram progressivamente. Tinha outra noiva no altar e ela estava se casando com o noivo que deveria ser de Elizabeth. E o pior, a noiva não era uma pessoa qualquer, era sua prima, Carla, alguém que ela sempre considerou como sua irmã. Entendem como isso parecia surreal demais? Passando o baque e o sentimento de vergonha, o noivo se voltou para noiva, ignorando os sentimentos de Elizabeth, e deslizou a aliança pelo dedo anelar de Carla e disse: — Carla, receba essa aliança como sinal de meu amor e de minha fidelidade. Prometo te amar na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza e até que a morte nos separe. Nesse momento, Elizabeth desabou no chão em prantos, vendo o amor de sua vida se casando com outra mulher. Ela não podia imaginar que esteve tão enganada sobre todos a sua volta que permitiram tamanha traição. Imediatamente o seu tio e sua tia apareceram e a puxaram, levando-a para uma salinha na lateral da igreja. Elizabeth não reagiu, estava em prantos e em extremo choque com aquele acontecimento. — Liz, querida! Nos desculpe… nós… nós não conseguimos te avisar antes, pois ficamos com muita vergonha. Sua tia diz, entregando um copo com água e açúcar para Elizabeth que olhou de volta para ela com descrença sobre o que estava ouvindo. O que fizeram foi a coisa mais cruel que já fizeram a ela em toda sua vida. Eles destruíram seus sonhos e ainda a exporam ao ridículo. — Filha, nós tentamos adiantar a cerimônia o mais cedo possível para você não se deparar com essa cena, mas houve atrasos e… me desculpe, querida. Juro que vou te compensar com um bônus de um milhão de dólares pelo que passou. Elizabeth só conseguia acenar em negativo, pois tudo era muito absurdo. Quando que um milhão de dólares poderia curar o seu coração tão despedaçado? — Tome, filha! Tire esse vestido e veste essa outra roupa. Os noivos ainda não saíram e ainda dá tempo de você parabenizá-los e dizer a todos que foi somente uma brincadeira que fez, para que as pessoas não fiquem fofocando e falando mal de você. — sua tia disse, lhe oferecendo um outro vestido. Elizabeth ficou olhando para as mãos da sua tia e aos poucos a incredulidade lhe deixava e a realidade a esmagava cada vez mais, não era um pesadelo, o seu noivo foi roubado pela sua prima e aparentemente todos sabiam, menos ela. — Liz, você é forte, vai superar essa dor. Vamos, levante sua cabeça e vá lá fora parabenizar sua irmã. — Digo, sua prima, mas você sabe que somos como seus pais e ela é como sua irmã mais nova. — Você é bonita, forte e inteligente, logo irá encontrar um outro pretendente. E a sua prima, você sabe. Ela sempre foi muito frágil e doente, não terá muitas chances na vida de se casar. Eles se apaixonaram e o que podemos fazer? — Da próxima vez, escolha um noivo da sua idade para isso não acontecer novamente. O tio de Elizabeth, disse, tentando lhe dar um conselho. Se tudo aquilo não fosse tão absurdo, Liz até pensaria que ele estava pensando no bem dela, mas aquilo não parecia ser algo para o seu bem, aquilo marcaria a sua vida para sempre. Elizabeth acenou em positivo, aceitando aquele momento, pegou o vestido das mãos de sua tia e foi se trocar. Ela aceitou que aquilo realmente aconteceu, mas ela não iria deixar em branco, ela iria deixar tudo aquilo em cinzas. Elizabeth se trocou e saiu da sala, carregando em suas mãos o seu pesado vestido de noiva. A sua prima lhe roubou tudo, seu noivo, a sua decoração, seus padrinhos, o seu dia especial, mas não roubou o seu vestido de noiva e era exatamente isso que Elizabeth usaria para mostrar que ela não iria compactuar com aquela traição. Os noivos estavam na frente da igreja, pousando para fotos quando Elizabeth apareceu. Carla abaixou sua cabeça e pegou na mão de Liz, dizendo baixo: — Liz, eu espero que um dia me perdoe. Eu nunca quis o seu mal e tenho certeza que irá encontrar alguém muito melhor do que Lauro para se casar. Elizabeth puxou a sua mão bruscamente, se soltando de Carla e lhe mostrando que toda a delicadeza a qual ela usava com sua prima no passado, acabou, a partir de agora, ela não tinha mais consideração por ela. Elizabeth desceu as escadas e todos foram abrindo caminho, um silêncio de culpa se fez, pois parecia que todos naquele casamente tinham compactuado com aquela traição. Na frente dos noivos, padrinhos e convidados, Elizabeth jogou o seu vestido de noiva no chão e disse: — Carla e Lauro, saibam que não! Eu não perdoo vocês! E sabe qual é o meu desejo para o casamento de vocês? Nesse momento Elizabeth saca um isqueiro, o qual ela tinha pegado próximo a um candelabro que decorava a igreja. Elizabeth acendeu o isqueiro e queimou o seu vestido de noiva na frente de todos, labaredas subiram rapidamente e o cheiro de tecido queimado dominou o lugar. Enquanto o vestido queimava, como em um ritual, Elizabeth disse os seus desejos para os noivos: — Eu desejo que o casamento de vocês seja de dor e sofrimento. Desejo para você, Carla, alguém que amei como irmã, que sofra dez vezes mais vergonha e sofrimento, do que eu estou sofrendo agora. Desejo que o casamento de vocês se deteriore e vire cinzas, assim como esse vestido queimado.Na recepção do SPA, enquanto preenchia alguns formulários, Aurora se lembrou de sua mãe. Ela costumava levar Aurora e o Ravi para um SPA sempre que brigava com Javier.Ela dizia que seu pai era um louco e que o SPA era o único lugar que ela conseguia se esconder da obsessão dele.Aurora sabia que ela tinha alguma razão, Javier não aguentava a sensação de ver Liz estar chateada com ele, era só terem uma briga que Liz recebia dezenas de buquês de flores no escritório, em casa, em restaurantes, onde ela estivesse. Isso sem contar as jóias e outros presentes.Javier a perseguia até ela o perdoar, mesmo quando quem estava errada era ela mesma.Então para fugir dele, Liz às vezes se trancava em um SPA para um dia de cuidados com os filhos. Estela achava isso perda de tempo e nunca ia, mas o Ravi adorava, até pedia manicure e designer de sobrancelhas. Ele era o mais vaidoso da família e ninguém podia negar isso.Sem contar que Ravi era todo charme e conquistava todas as funcionárias do SPA q
Bem no momento em que Aurora estava refletindo sobre seus próximos passos, Henrique entrou em seu escritório, com aquela aura superior e um leve sorriso no canto da boca.Disfarçadamente Aurora virou a foto com sua família, sem fazer movimentos bruscos que chamam a atenção.Henrique caminhou até ficar encostado ao na mesa de Aurora, em uma postura relaxada.De canto de olho, ele viu o contrato pré nupcial em cima da mesa, algo que o fez bufar e sorrir internamente.“Então é esse o próximo truque para chamar minha atenção? Me ameaçar com divórcio?”Ele sentiu seu ego inflar, aquela sensação excitante de orgulho alimentado.“Ela me ama muito.”— Ei, seu fedorento! Acorda! — quando Henrique percebeu Aurora estava balançando a mão na frente do rosto dele.Ele sentiu um desespero crescente e começou a cheirar sua roupa, tentando testar seu cheiro.— É a segunda vez que me chama de fedorento. O que está acontecendo?Aurora cruzou os braços, lembrando que nunca achou que ele era um garoto fe
Já era madrugada quando Aurora chegou ao seu apartamento no quinto andar com os sapatos nas mãos, andando cambaleante e com um sorriso no rosto. Nunca havia se divertido tanto na vida, mas estava acabada.Foi andando no escuro e em algum momento bateu o joelho no sofá.— Ai! — ela foi pulando até sentar no sofá e examinar o joelho, assoprando.De repente, a frente dela, uma luz se acendeu e ela viu o rosto sombrio de Henrique olhando para ela e deu um pulo do sofá e se encolheu.— Ah, que susto! Seu garoto fedorento! O que está fazendo aqui?!Henrique desligou a tela do celular que estava iluminando seu rosto e após foi ligar a iluminação da sala, fazendo Aurora apertar os olhos e tentar proteger os olhos com as mãos.— O que eu estou fazendo aqui? Eu moro aqui também, se esqueceu? — ele se aproximou dela e pegou em seu queixo, a examinando — Você bebeu?! Eu fiquei aqui te esperando a noite inteira para conversar e você estava bebendo?Aurora empurrou a mão dele e se levantou, se afa
Aurora olhou para Henrique sem o reconhecer por alguns segundos. Tudo bem, ela se aproximou dele por ver semelhanças na aparência dele com a de Felipe. Além de tudo ele era bom em cálculos, assim como Felipe.Ficar ao lado dele, lhe trazia uma certa paz e conforto, por alguns segundos ela poderia enganar a si mesma imaginando que estava com Felipe.Felipe nunca tentaria a humilhar na frente de ninguém e nem Henrique… bem, pelo menos era o que ela pensava. Ela se perguntou se esse tempo todo, acabou comparando tanto Henrique com Felipe que não percebeu que ele poderia ser uma pessoa assim.O escritório ficou silencioso e todos os funcionários ficaram olhando para Aurora, como se ela fosse a errada. Evitando conflitos, principalmente nesse momento de comemoração, ela decidiu virar de costas e ir para sua sala.Mas isso não significava que ela deixaria por isso mesmo.Rapidamente discou um número que logo foi atendido.— Sua garota travessa! Já quanto tempo não liga para o seu tio. Eu de





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