A mansão de hóspedes, nos fundos da propriedade dos Mancini, parecia engolir o tempo. Cada segundo arrastava-se como se tivesse peso, como se o silêncio que habitava aquele lugar fosse espesso o bastante para sufocar. O ar era imóvel, carregado de poeira antiga, memórias mal enterradas e fantasmas que Daniel jamais conseguiu exorcizar.
Já fazia menos de uma hora desde que ele pisara ali, mas o peito pesava como se tivesse voltado de uma guerra — e, de certa forma, tinha. A mala jogada no chão,