Na manhã seguinte, Mila acordou antes do alarme. Não era mais apenas o desconforto que a tirava da cama, mas algo que não sabia nomear — talvez curiosidade, talvez uma forma tímida de esperança.
O céu estava limpo, e uma brisa fria entrava pela fresta da janela, espalhando o cheiro de terra úmida pela casa.
Por um instante, ela ficou deitada, observando o feixe de luz que tremulava no teto, até sentir o impulso de sair. Precisava de ar. Precisava se afastar do peso das cartas, do som dos e-mail