Acordei com um estalo seco da fechadura.
O som atravessou o quarto como um tiro, cortando o pouco ar que restava.
A dor vinha em ondas — nas costelas, no rosto, nas mãos amarradas. O gosto de ferro e sangue me lembrava que eu ainda estava vivo, mas por pouco.
O lugar cheirava a mofo e ferrugem.
As paredes eram cinzentas, sem janelas, e o único ponto de luz vinha de uma lâmpada pendurada por um fio torto no teto.
O silêncio era tão espesso que até meus pensamentos faziam barulho.
Tentei me mover