A cidade dormia em silêncio, mas o asfalto rugia.
O comboio da família Nascer cortava as avenidas de Porto Fino como uma flecha reluzente — três carros pretos, vidros escurecidos, rotas alternadas e a tensão suspensa no ar.
Rose estava no banco de trás, o olhar firme no espelho retrovisor.
Pedro ao lado, terno ainda impecável, mas o rosto já denunciava o cansaço — e algo pior: a preocupação.
Carlos, no volante, trocava marchas com precisão cirúrgica.
O relógio marcava 00h47.
Aquele era o tipo d