Clara se levanta num pulo, os olhos arregalados.
— O quê?! — ela exclama, a voz carregada de incredulidade.
Ana fica imóvel, processando a informação com uma calma que eu invejo.
— Quando isso aconteceu? — ela pergunta, mantendo o tom baixo.
— Antes de ele viajar para o Rio — eu respondo, sentindo o gosto amargo da memória.
— E você está me falando isso só agora? — Clara leva a mão à boca, o choque dando lugar a uma mágoa evidente. — Meu Deus, Nati… por que guardou isso sozinha?
— Não tem papel