Natália
Estamos na sala da Ana. O ventilador de teto gira em um ritmo monótono, cortando o ar quente com um ruído rítmico que tenta, sem muito sucesso, dissipar o mormaço da tarde. A janela está escancarada para um fim de tarde preguiçoso demais, tingido por um laranja que parece calmo demais para carregar qualquer tipo de tragédia pessoal. Clara está sentada no chão, as costas apoiadas no estofado do sofá, os dedos deslizam freneticamente pela tela do celular. Ana, por sua vez, é um rastro de