Estela
A porta da casa se abriu devagar, e o cheiro familiar de bolo no forno e café passado preencheu o ar.
Assim que coloquei os pés dentro de casa, senti meu coração acelerar.
— Mamããããe! a vozinha da Luiza ecoou da sala e, em segundos, ela apareceu correndo com os bracinhos abertos.
Me agachei no chão e a recebi num abraço apertado, esmagando aquele corpinho quente e cheiroso contra o meu. Meu coração quase não cabia no peito.
— Meu Deus, filha… que saudade da minha princesa!
Ela me olhava