Estela
A primeira noite em casa chegou com um silêncio novo.
Não era o mesmo silêncio tenso do hospital, cheio de bipes e passos apressados. Era um silêncio de lar.
Gui fechou as janelas com cuidado, apagou algumas luzes e deixou só o abajur aceso no nosso quarto. Eu estava deitada, com Luiza aninhada sobre meu peito, escutando o som do seu narizinho respirando de leve.
— Tá tudo bem aí? ele perguntou, voltando do banheiro com a toalha nos ombros.
— Tá sim. Só tô… absorvendo tudo.
Ele se sentou