Estela
A música ao fundo trocou para um jazz sensual, com saxofone e batida marcada. Guilherme continuava parado na minha frente, os olhos percorrendo cada detalhe da minha transformação. Mas não era o meu visual que o deixava sem chão — era minha postura. Meu silêncio. Meu autocontrole.
— Estela, a gente precisa conversar, ele disse, se inclinando um pouco, como se eu fosse fugir a qualquer momento.
— Já estamos conversando, Guilherme, respondi sem pressa, cruzando as pernas com elegância.
Ele