Mundo ficciónIniciar sesiónEle carrega cicatrizes que ninguém vê. Ela enxerga além de todas elas. Tiago aprendeu a sobreviver em silêncio, escondendo dores que o mundo não quis ouvir,Liana aprendeu a cuidar,a sentir...e a não fugir quando o amor aparece mesmo que venha cheio de imperfeições. Entre encontros inesperados,olhares que dizem mais que palavras e um passado que insiste em voltar,os dois descobrem que amar também é ter coragem. Mas até onde o amor resiste... quando a verdade vem á tona?
Leer másTiago Souza narrando No sábado, assim que cheguei ao trabalho, procurei logo a senhora Lizeth, que me recebeu em seu escritório. Lizeth: Diga, meu filho, aconteceu algo? Sentei-me de frente para ela, reunindo coragem para pedir o número de Liana. Tiago: Será que a senhora… poderia me dar o número da Liana? Falei tudo de uma vez, sem pausas. Lizeth: Devagar, meu filho — disse, sorrindo. — Mas sim, eu te dou o número dela. Tenho certeza de que ela vai ficar feliz em receber uma ligação sua. Tiago: A senhora me deixa levá-la ao cinema… ou a algum encontro? Lizeth: Embora ela já seja adulta e responsável por si mesma, eu deixo sim. Assenti, aliviado, e entreguei meu celular a ela, que anotou rapidamente o número. Agradeci e saí do escritório para me trocar. Assim que terminei, enviei uma mensagem para Liana, mas não pude esperar pela resposta, pois Lizeth chamou todos os funcionários. Lizeth: Bom, família… hoje, de última hora, um grupo de empresários pediu um espaço privado pa
Liana Fontenelle narrando O carro parou em frente ao restaurante, e, como sempre, o movimento já era intenso. Mesmo sendo sábado, o Aquamarine nunca ficava realmente vazio. Descemos, e o som das conversas, talheres e risadas se misturava ao barulho suave do mar ao fundo. Assim que pisei lá dentro, senti aquele aroma familiar — comida boa, ambiente elegante… casa. Antonella saiu na frente, praticamente correndo. Antonella: Mamãeee! Minha mãe surgiu logo depois, abrindo um sorriso ao ver a gente. Lizeth: Minha pequena! — disse, abaixando-se para abraçar Ella. Meu pai se aproximou, dando um beijo rápido no rosto dela, enquanto Miguel apenas acenou, ainda meio sonolento. Eu fiquei alguns passos atrás. Meu olhar… já sabia exatamente para onde ir. E lá estava ele. Tiago. Do outro lado do salão, organizando uma bandeja. A postura séria, o uniforme impecável… mas, mesmo à distância, havia algo nele que parecia sempre em alerta. Como se estivesse pronto para recuar a qualquer mome
Liana Fontenelle narrando O sábado chegou, trazendo consigo a tão sonhada folga. Minha vida tem sido bem corrida, mas não vou reclamar — estou amando cada momento. Acordei já passava das onze da manhã, segui para o banheiro, cuidei da minha higiene e desci para a sala. Na sala, Xuxa tocava em alto volume enquanto Antonella, vestida de bruxa, dançava e fingia fazer mágica com uma varinha. Papai estava sentado no sofá, apenas observando e rindo, orgulhoso. Liana: Bom dia! Marks: Bom dia, filha. Descansou? Liana: Sim. Marks: Tô achando isso muito exaustivo, querida. Liana: Mas eu tô gostando, pai. Tá sendo incrível. Eu percebia a preocupação nos olhos dele, mas, às vezes, não podemos nos deixar dominar pelo receio. Se eu não fizer, quem fará? Quem vai realizar meu sonho de me tornar cirurgiã geral, senão eu mesma? Antonella: Vem, Lili, vem dançar! Levantei e fui até ela. Enquanto dançávamos, meu pai filmava. Minha mãe já havia saído para trabalhar, e Miguel provavelmente aind
Tiago Souza narrando O movimento do restaurante começava a diminuir. O grupo de Liana ria alto, já terminando a refeição. Um a um, os colegas foram se levantando, comentando sobre a folga do dia seguinte e combinando onde se encontrariam mais tarde. O rapaz que estivera ao lado dela desde o início se levantou primeiro, dizendo que precisava ir antes dos outros. Despediu-se com um abraço rápido, deixando-a sozinha na mesa por alguns segundos. Aproveitei o momento para recolher os pratos. Me aproximei em silêncio, mas ela levantou os olhos para mim no instante em que coloquei a bandeja na mesa. Liana: Você ainda não me contou… como está? Engoli em seco, tentando manter a naturalidade. Tiago: Eu… estou levando. Trabalho, casa, rotina… nada demais. Ela inclinou a cabeça, estudando minha expressão, como se pudesse enxergar além das palavras simples. Liana: Sempre esse jeito contido. Eu sei que não é “nada demais”, Tiago. Mas, se não quiser falar, eu entendo. Por um instante, pense





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