Mundo ficciónIniciar sesiónAlex se posicionou entre minhas pernas e, mantendo o contato visual intenso, começou a entrar em mim. Ele me penetrou muito devagar, centímetro por centímetro, permitindo que meu corpo se acostumasse com a sua presença. Eu senti como ele estava duro, uma tensão vibrante que parecia pronta para explodir, mas ele mantinha um controle sobre-humano. Eu me contorcia sob ele, tentando intensificar o movimento, querendo que ele me preenchesse com a força que eu sabia que ele tinha, mas Alex não deixava. Eu estava tão perto de chegar ao ápice, sentindo o formigamento subir pelas minhas coxas, que comecei a implorar. Ali, amarrada e vulnerável, eu era apenas uma mulher precisando desesperadamente do toque dele. — Alex, por favor... mais forte... eu preciso... — as palavras saíam desconexas. Ele parecia estar gostando da minha súplica. Ele começava a ir mais forte, dando-me lampejos da intensidade que eu desejava, e logo em seguida parava, deixando-me à beira do abismo, mas sem me deixar cair. — Você entendeu a lição sobre desobediência, Clara? — ele perguntou, sua voz carregada de uma autoridade sombria, lembrando-me da nossa discussão no shopping. — Sim... eu entendi — respondi, arqueando o corpo contra o dele. — Ótimo. Porque eu decidi que vou foder você com força agora apenas para me satisfazer, não a você. Você me desobedeceu hoje, e esta é a consequência: você vai sentir tudo o que eu quiser te dar, no ritmo que eu escolher. Ele não esperou por uma resposta. Alex me penetrou com força, um estalo de energia que me fez perder o fôlego. Eu gostava tanto daquilo, da crueza do movimento, da possessividade que emanava de cada investida. Comecei a gemer cada vez mais alto, o som ecoando pelo quarto branco, preenchendo cada canto que antes era habitado pelo medo.
Leer másO reflexo no espelho do banheiro ainda me causava um leve estranhamento. Não pelas feições — os olhos amendoados e o rosto fino continuavam ali —, mas pela moldura. Seis meses atrás, eu estaria vestindo um pijama largo, sentada no sofá com Oliver, discutindo qual documentário sobre música assistiríamos enquanto dividíamos uma pizza brotinho. Hoje, o cenário era outro. Meu apartamento no Mirante cheirava a café recém-passado e madeira nova. O Banguela, meu gato preto e a criatura mais folgada do hemisfério sul, estava estirado sobre o tapete da sala, observando com desdém o par de saltos altos que eu tentava dominar.
Eu me formei em arquitetura sob pressão, sendo bolsista em uma faculdade onde todos pareciam ter nascido em berço de ouro, enquanto eu contava as moedas do ônibus saindo do Distrito Industrial. Meus pais, com a sabedoria simples de quem viveu entre a lida doméstica e a metalurgia, sempre disseram que o estudo era minha única saída. Mas, por dois anos, eu me perdi. Trabalhar em um escritório administrativo burocrático e viver um noivado que parecia mais um contrato de amizade de longa data com o Oliver me drenou. Oliver era doce, mas a doçura dele não me incendiava. Quando terminamos, não houve gritos. Houve apenas um vazio compartilhado e a percepção de que eu precisava ser a arquiteta da minha própria vida, literalmente. Agora, eu tinha meu próprio espaço em Santa Branca. Tinha minha carreira começando a decolar. Mas faltava algo que eu sempre guardei em uma caixa trancada no fundo da mente: a curiosidade pelo BDSM. Os homens com quem saí tratavam o sexo como uma tarefa doméstica ou como algo sagrado demais para ser "sujo". O máximo que consegui foram alguns t***s tímidos que me deixavam querendo o mundo, mas recebendo apenas uma vizinhança pacata. A campainha tocou, interrompendo meus pensamentos. Era Sarah. — Clara! Se você não estiver pronta, eu vou entrar e te arrastar nua mesmo! — A voz dela ecoou pelo corredor antes mesmo de eu abrir a porta. Sarah era a antítese da minha discrição. Alta, branca, escandalosa e dona de uma beleza que parava o trânsito. Conhecê-la em um fórum de discussões sobre o universo fetiche foi o empurrão que eu precisava. — Já vou, Sarah! Entra. Ela invadiu o apartamento como um furacão de perfume caro e energia caótica. Olhou para mim, analisando minha blusa de seda bege e calça de alfaiataria. — Nem pensar. Pode tirar isso. Hoje você não vai projetar um prédio, você vai projetar sua liberdade. — Sarah, eu não me sinto bem com roupas muito chamativas... — Cala a boca e senta naquela cadeira — ela ordenou, abrindo uma maleta de maquiagem que parecia conter o arsenal de guerra de uma pequena nação. — Eu vou te transformar. Você quer conhecer esse mundo? Então tem que entrar nele de cabeça. As duas horas seguintes foram uma mistura de tortura e fascínio. Sarah aplicava camadas de sombra escura, delineador e um batom que parecia sangue seco. Ela me entregou uma calça preta de material sintético que grudava como uma segunda pele, uma regata básica e uma jaqueta de couro pesada. — Olha no espelho — disse ela, guardando os pincéis. Eu me aproximei do vidro. A mulher ali era irreconhecível. Os olhos castanhos pareciam maiores e predatórios sob a maquiagem carregada. O contraste do preto da roupa com a minha pele morena era gritante, quase agressivo. — Eu pareço... outra pessoa — sussurrei, sentindo o aperto desconfortável da calça, mas uma estranha confiança vibrando no peito. — Você parece a Clara que estava escondida — Sarah piscou. — Vamos. O bar nos espera. E eu chamei alguns amigos. O bar ficava em um subsolo no centro de Santa Branca, com uma fachada discreta que ninguém daria um segundo olhar. Ao descermos as escadas, o som de jazz baixo e o cheiro de couro e sândalo preencheram meus sentidos. Meu coração martelava contra as costelas. — Sarah, o que é isso? — perguntei, estacando no final da escada. O salão não estava vazio. Havia uma mesa central longa e, espalhados pelo ambiente, contei pelo menos quinze homens. Alguns bebiam uísque, outros conversavam em tons baixos. Todos pareciam estar esperando. — Você disse que apresentaria alguns dominadores... — me virei para ela, sentindo um pânico súbito. — Tem quinze caras aqui! Sarah deu de ombros, com um sorriso travesso. — Eu posso ter exagerado um pouco no convite. A notícia de que uma "arquiteta curiosa e iniciante" queria entrar no meio correu rápido. Muitos quiseram te conhecer. E olha, tem um em especial que eu realmente queria que estivesse aqui... Ele é o ápice do que você procura, mas é difícil de atrair para esses eventos. Não sei se ele veio. — Sarah, eu não posso fazer isso. — Pode sim. Olha para você. Você é a dona da p*rra toda hoje. Ela caminhou até o centro do bar com a confiança de uma rainha. Bateu palmas, silenciando o ambiente. Os olhares de quinze homens se voltaram para nós — ou melhor, para mim. Senti-me como uma pequena presa diante de lobos bem vestidos. — Boa noite, senhores — Sarah anunciou, a voz projetada. — Esta é a Clara. Como sabem, o tempo de todos é precioso. Vamos organizar isso: cada um de vocês terá exatos cinco minutos com ela. Se a conversa não fluir, ela passa para o próximo. Sem insistências, sem ego ferido. Entendido? Houve um murmúrio de concordância. Alguns sorrisos de canto de boca, alguns olhares de avaliação que me fizeram arrepiar. — Sente-se ali, Clara — ela apontou para uma mesa mais reservada ao fundo. — O primeiro pode começar. Eu caminhei até a cadeira, minhas pernas pareciam feitas de gelatina. Sentei-me, respirei fundo e tentei lembrar que eu tinha o controle. Mas, ao ver o primeiro homem se levantar e caminhar em minha direção, percebi que a teoria dos livros era muito diferente da realidade do frio na barriga. A noite estava apenas começando, e eu não tinha ideia de que, entre aqueles homens, o meu destino já estava traçado em tons de cinza e autoridade.O sábado amanheceu com a luz filtrada pelas persianas automáticas da cobertura, desenhando linhas de sombra e ouro sobre o lençol de fios egípcios. O silêncio era absoluto, exceto pela respiração profunda e compassada de Alex ao meu lado. Olhando para ele assim, desarmado pelo sono, era difícil acreditar que aquele era o mesmo homem que, horas antes, havia me dominado com tamanha autoridade.Lembrei-me do nosso acordo: nada de "vida de casal", nada de rotina doméstica que borrasse as linhas da nossa dinâmica. Mas a química que nos unia era um incêndio que não respeitava contratos.Sem fazer barulho, deslizei para fora das cobertas. O ar condicionado mantinha o quarto em uma temperatura fria, mas meu corpo ainda ardia. Ajoelhei-me entre as pernas dele, observando a musculatura relaxada do seu abdômen.
A viagem até a cobertura de Alex foi um exercício de tortura silenciosa. No banco de trás do carro blindado, a distância de trinta centímetros entre nós parecia carregar uma voltagem maior do que a rede elétrica de toda a cidade. Alex não disse uma palavra; apenas observava a paisagem urbana com aquele perfil de pedra, mas eu notava o movimento ritmado da sua mandíbula.Assim que as portas do elevador privativo se abriram diretamente no hall da cobertura, a atmosfera mudou. Não havia mais espaço para o fingimento da "vida normal".— Para o quarto de prática — ele ordenou, a voz baixa e sem margem para discussões.Ao entrar no ambiente isolado acusticamente e equipado com o que havia de mais sofisticado na cultura BDSM, senti o peso da minha submissão retornar como uma luva feita sob medida. Alex não perdeu tempo com preliminares sociais. Ele queria a ve
AlexPara o mundo exterior, a semana de Alex Albuquerque foi um triunfo de produtividade. No trigésimo andar da sede da empresa, as decisões eram tomadas com a precisão de uma guilhotina e a frieza de um algoritmo. Mas, dentro do seu escritório, o silêncio era uma faca de dois gumes.Alex observava os relatórios de segurança que chegavam ao seu tablet. Victor estava cruzando a fronteira, um problema que antes consumia 80% de sua atenção agora se tornava apenas uma nota de rodapé. Teoricamente, ele deveria estar satisfeito. A estrutura estava segura. O controle havia sido restabelecido.Mas a mesa de jacarandá parecia vasta demais.Várias vezes ao longo da terça e da quarta-feira, seus dedos pairaram sobre o ícone de
A segunda-feira amanheceu com um silêncio que eu deveria ter comemorado. Sem o carro preto de Marco estacionado na porta, sem as mensagens de Alex perguntando minha localização e, principalmente, sem a pressão de ser "a namorada de Alex Albuquerque" diante do mundo. Pela primeira vez em meses, eu era apenas a Clara, a arquiteta urbanista cruzando a cidade em seu próprio ritmo.Eu tinha minha autonomia de volta. O plano de Alex de "relaxar a segurança" funcionou tão bem que, no terceiro dia, a sensação de liberdade começou a se transformar em uma solidão ensurdecedora.— Clara, você está no mundo da lua? — Henrique estalou os dedos na frente do meu rosto durante a reunião de orçamento. — Perguntei se o recuo da calçada no setor quatro está dentro das normas.
A luz da manhã de sábado entrou no quarto sem pedir licença, mas o vazio ao meu lado na cama era um lembrete barulhento da fuga de Alex na madrugada. Passei horas encarando o teto, processando a dor da rejeição e a clareza brutal das palavras dele. Quando o meu celular vibrou por volta das onze horas, eu já tinha tomado uma decisão. Não haveria mais espaço para vulnerabilidades desprotegidas.Alex estava no escritório dele quando cheguei. A postura era a mesma de sempre: impecável, autoritária, mas seus olhos encontraram os meus com uma cautela que ele raramente demonstrava.— Clara. Pensei que você precisaria de mais tempo — ele disse, levantando-se.— Tempo para quê, Alex? Para lamentar? — Fui direta, parando diante da mesa dele. — Eu vim aqui para consertar o que quebrou ontem à noite. O que eu disse sobre "querer mais"... foi um erro. Uma confusão m
Naquela noite, as paredes do meu apartamento testemunharam uma entrega que ia muito além das cláusulas de qualquer contrato. O que importava era o calor da pele dele contra a minha, o domínio das suas mãos e a entrega absoluta que o BDSM nos proporcionava. A intensidade da nossa química era uma força que consumia tudo, deixando apenas a respiração ofegante e o eco de gemidos no ar. Cada toque, cada comando, cada arrepio era uma reafirmação de que, entre nós, o desejo era a linguagem universal.Quando o êxtase se dissipou, restou o silêncio. Deitamos lado a lado na minha cama, os corpos ainda conectados pela reverberação da paixão. O Banguela, alheio a tudo, saltou para a cama e se aninhou entre nós, ronronando. Alex me abraçava por trás, a mão possessiva em minha cintura, e eu sentia o ritm





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