Ele me arrastou com uma força bruta, o braço apertando minhas costelas até o ar faltar. Fui jogada contra o capô de um sedã estacionado na penumbra, um impacto metálico que reverberou pela minha coluna.
— Me solta! — tentei gritar, mas a mão dele voltou a esmagar minha boca, abafando qualquer som contra a palma áspera que cheirava a fumo.
Victor se jogou por cima de mim, usando o peso do próprio corpo para me prender contra a lataria fria. Eu me debatia, chutava, tentava morder a pele dele, mas era como lutar contra uma parede de entulho.
— Você se acha muito esperta, não é, Clara? — Victor sibilou, o rosto a centímetros do meu. Seus olhos pequenos estavam injetados de uma malícia doentia. — O engomadinho te defendeu lá dentro, mas aqui fora você não passa de uma garotinha petulante. Eu vou te ensinar a respeitar um homem de verdade. Vou te dar a lição que o seu "Senhor" não teve coragem de dar.
Ele soltou minha boca por um segundo apenas para usar as duas mãos para imobilizar meus pu