Mundo ficciónIniciar sesiónQuando tinha apenas dezoito anos, Giulia Castarelli desapareceu de Valmora. Filha de uma família poderosa, ela estava prestes a ser vendida em um casamento de conveniência milionário. Mas Giulia se recusou a se tornar moeda de troca. Na noite antes do acordo ser firmado, ela fugiu e apagou sua identidade, passando a viver escondida como Irmã Clara no silencioso Convento de Montelari. Durante três anos, ninguém soube onde a herdeira desaparecida estava. Até que um homem poderoso cruza seu caminho. Alessandro Moretti, um CEO frio e implacável, perdeu a esposa e se tornou um homem distante de tudo — até mesmo da própria filha. Quando sua pequena Elisa cria um forte vínculo com a misteriosa noviça do convento, Alessandro passa a desconfiar das intenções daquela mulher aparentemente inocente. Mas ao investigar o passado dela, ele descobre um segredo explosivo:Irmã Clara é, na verdade, Giulia Castarelli — a noiva fugitiva de um escândalo milionário. Agora Alessandro tem uma proposta cruel. Ele precisa de uma esposa para manter sua imagem perfeita diante do mundo…e ela precisa continuar escondida da família que tentou vendê-la. A solução? Um casamento por contrato. O problema é que viver sob o mesmo teto com um CEO poderoso, uma criança carente de amor e um passado cheio de segredos pode transformar um simples acordo em algo muito mais perigoso. Porque quanto mais tempo passam juntos, mais difícil se torna ignorar a verdade: talvez o coração de uma noviça fugitiva seja a única coisa capaz de quebrar o gelo de um CEO que esqueceu como amar.
Leer másLetícia ainda ria baixinho quando o pequeno resmungo voltou a soar no mini berço ao lado da cama.Pedro virou imediatamente o rosto na direção da filha, como se tivesse um radar específico pra qualquer barulho dela.E o sorriso dele mudou na hora.Ficou mais leve.Mais bobo.Mais apaixonado.— Bom dia, pituca…A voz saiu baixa enquanto ele se esticava até o mini berço.Letícia observou em silêncio enquanto ele pegava Lara com cuidado, trazendo a bebê pro colo e sentando novamente na cama, apoiado na cabeceira.A pequena ainda tinha os olhinhos inchadinhos de sono, o cabelinho bagunçado e as bochechas vermelhinhas, mas assim que viu o pai…sorriu.Um sorriso banguela.Aberto.Daqueles que desmontavam qualquer pessoa.Pedro soltou uma risada baixa imediatamente.— Ah, não… não faz isso comigo essa hora da manhã, meu amor.Lara movimentou os bracinhos animada, soltando um som feliz enquanto tentava agarrar a camisa dele.Pedro beijou a bochecha dela devagar.— Isso… conquista o papai mes
Os primeiros raios da manhã atravessavam a cortina clara do quarto em faixas douradas, iluminando devagar o ambiente silencioso. O ar ainda tinha aquele clima preguiçoso de madrugada acabando, misturado ao cheiro suave de bebê e do perfume de Pedro no travesseiro.Letícia resmungou baixinho, tentando virar o rosto para fugir da claridade. Os olhos ainda pesados de sono demoraram alguns segundos para abrir completamente.E quando abriu—encontrou Pedro olhando pra ela.Sorrindo.A cabeça apoiada na mão, deitado de lado, completamente acordado enquanto observava ela dormir como se estivesse fazendo aquilo havia horas.Letícia fechou os olhos de novo na mesma hora, soltando uma risadinha abafada.Depois virou lentamente pra ele.— Eu já disse que você precisa parar de fazer isso.A voz saiu rouca de sono.— É assustador.Pedro riu baixo.Aquele riso preguiçoso de manhã.E então se aproximou devagar, subindo parcialmente sobre ela para deixar um beijo demorado no rosto dela.— Eu já disse
A porta bateu com força atrás deles. O som seco ecoou pelo quarto e fez Giulia se assustar imediatamente, o corpo inteiro tensionando num reflexo involuntário. Alessandro percebeu. Percebeu o pequeno sobressalto, o jeito como ela virou rápido demais, os olhos ainda vermelhos do choro. Mas naquele momento ele também estava no limite. O copo de uísque ainda queimava na garganta, a raiva fervendo por baixo da pele desde o instante em que viu ela sair do carro com Henrique. Giulia olhou pra ele por um segundo, ainda parada perto da entrada do quarto, mas Alessandro já vinha na direção dela. Rápido. Tomado por tudo que tinha tentado controlar a noite inteira. — Que diferença isso faz? A voz saiu carregada de irritação. Incrédula. Ele passou a mão pelo rosto nervosamente antes de continuar. — Você tem noção de quantas vezes eu tive que responder onde você estava? Os passos diminuíram conforme ele se aproximava dela. — Quantas vezes eu tive que dizer pras pessoas que você estava
A entrada da mansão apareceu diante deles imponente, iluminada pelas luzes externas que deixavam tudo ainda maior naquela hora da madrugada. Normalmente o lugar transmitia segurança, luxo, estabilidade. Naquela noite, não. Naquela noite parecia uma prisão. O carro diminuiu a velocidade até parar completamente em frente à entrada principal e Giulia soltou um suspiro baixo, automático, como se o próprio corpo estivesse tentando ganhar coragem antes de sair dali. Henrique percebeu imediatamente. Ele desligou o carro, virou o rosto na direção dela e observou por alguns segundos o jeito como ela permanecia imóvel, olhando para frente. Tensa. Cansada. Quebrada. — Ei. A voz veio baixa. Cuidadosa. Giulia finalmente virou o rosto pra ele. Henrique sustentou o olhar dela por um instante antes de continuar. — Conversa com ele. Ela respirou fundo. Mas não respondeu. Porque a cabeça dela ainda girava demais. As palavras de Augusto. As acusações da mãe. O olh
Último capítulo