Guilherme
Fernanda estava mudando.
Eu via nos gestos. Na forma como andava pela boate, mais ereta, mais distante, menos assustada. Como se estivesse aprendendo a ser algo que nunca foi: livre.
E isso me irritava.
Porque ela não era livre.
Nunca seria.
Principalmente agora, com meu nome marcado na pele dela, onde qualquer desgraçado podia ver e lembrar que ali tinha dono.
Mas ainda assim, ela mudava.
E eu não sabia se isso me excitava ou me enfurecia.
Eu estava no meu escritório, os olhos fix