Fernanda
A primeira noite com a tatuagem foi como dormir com um segredo queimando na pele.
O toque do travesseiro ardia, o cabelo roçava e me lembrava a cada segundo que, a partir de agora, eu não era só minha.
Eu ainda não tinha visto o desenho, mas sentia. Guilherme tinha marcado o próprio nome na minha nuca, como quem sela um contrato sem direito a rescisão.
Nos primeiros dias, andei pela boate com o cabelo solto, na tentativa desesperada de esconder a marca. Mas não adiantava. Os olhares m