Fernanda
Corremos lateralmente, coladas à parede, o metal da porta roçando impiedosamente a pele dos nossos cotovelos a cada passo apressado. O ar frio da madrugada intensificava a sensação de urgência, e a cada curva, o coração acelerava com a expectativa do desconhecido. Pulei uma poça de gelo que se formara na superfície irregular do beco, a água gélida respingando em minhas calças, e, em um movimento brusco, bati o ombro esquerdo na quina afiada da parede, um arrepio de dor percorrendo meu