Adrian sempre acreditou que sentimentos eram administráveis.
Não no sentido romântico da palavra, mas como qualquer outra variável da vida: algo que podia ser contido, reorganizado, empurrado para depois. Ele aprendeu cedo que emoções não resolvidas custavam caro. Decisões tomadas no impulso criavam rachaduras difíceis de reparar. E ele não construíra tudo o que tinha sendo descuidado.
Mas Helena não cabia em nenhuma dessas categorias.
Naquela manhã, Adrian a observou da porta do escritório, se