POV/ CLARA
Minhas mãos tremiam tanto que o visor do celular parecia um borrão de luz sob as minhas lágrimas. Quase deixei o aparelho cair ao discar o número da Isadora; eu precisava ouvir uma voz que não fosse a minha própria mente gritando medos ancestrais, sussurrando que eu não era digna desse milagre.
— Amiga? O que aconteceu? Você está bem? — Isadora atendeu no segundo toque, a voz carregada de uma preocupação que me fez desabar.
— Deu positivo, Isa... — Minha voz saiu como um sopro, quase