O coração de gelo do CEO

O coração de gelo do CEOPT

Romance
Última atualização: 2026-01-09
Bruna Marques  Atualizado agora
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Índice

Após descobrir que a sua melhor amiga a traía com o seu namorado, Maya Robert num evento da empresa onde ela trabalha, ela vai para a cama e perde a virgindade com o que ele, e, dias mais tarde eles encontram-se na empresa e ele ignora-a. Com o continuar de se envolver de forma íntima com Maya, Conrad começa a ficar apaixonado por ela e o casamento dele com Leonore acontece com ele já apaixonado por Maya e ele engravida-a. Maya só descobre semanas mais tarde e numa altura que ela já se afastou de Conrad por não aceitar ser sua amante, e depois de sair da empresa de Conrad de forma repentina e sem falar com ele. Em poucas semanas a vida de Maya muda completamente e ela muda-se para Montreal para assumir a empresa que herdou do pai que faleceu recentemente e a vida dela muda por completo e nessa altura ela descobre que está grávida de Conrad. Anos mais tarde e depois das vidas deles darem muitas voltas eles reencontram-se e Conrad fica fascinado com a mulher que Maya se tornou, não pela fortuna que ela tem, mas, pela mulher que ela é e tudo o que eles viveram anos antes não sai da cabeça dele. Quando Conrad decide divorciar-se de Leonore e tentar reconquistar Maya ele descobre o filho que ela teve e que é dele, e Conrad muda, ele fica muito magoado com Maya, mas como o pequeno Cedric está gravemente doente, os pais unem-se para o salvar. Maya e Conrad tentam resistir durante algum tempo ao que sentem um pelo outro, mas eles acabam por ceder e se entregarem ao amor, perdoando-se um ao outro por tudo o que se passou e recomeçando uma vida nova e focados na cura do filho.

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Capítulo 1

[CHAPTER 1] – O coração de gelo do CEO

[🔞 🔥 ⚠️ Este capítulo contém linguagem sexual explicita, violência e conteúdos sensíveis]

O salão do hotel brilhava como uma promessa. Lustres de cristal pendiam do teto alto, espalhando uma luz dourada que se refletia nas taças de champanhe e nos sorrisos cuidadosamente ensaiados. Era o evento anual da empresa — uma celebração de resultados, parcerias e egos bem vestidos — e Maya sentia-se ligeiramente deslocada ali, apesar do vestido verde-escuro de cetim que escolhera com cuidado com a ajuda da sua mãe.

Ela segurava a crachá pendurado ao pescoço, como se aquilo fosse um salvo-conduto. Era estagiária de arquitetura havia pouco meses ainda na empresa e, embora conhecesse muitos rostos, aquele ambiente ainda a intimidava. Havia algo no excesso de sofisticação que a fazia preferir os bastidores às luzes do palco.

Respirou fundo e decidiu aproximar-se da mesa de bebidas. Talvez um gole de água — apenas água — ajudasse a acalmar o turbilhão de pensamentos. Ainda trazia consigo o peso recente de uma traição que lhe abalara a confiança: Caleb, o namorado com quem partilhara planos e afetos, e Laure, a melhor amiga em quem confiara sem reservas. Descobrira-os juntos há poucos meses, e desde então aprendera, à força, a erguer muros em torno do coração.

Foi então que Conrad a viu.

Ele estava cercado por diretores e investidores, todos disputando a sua atenção com comentários calculados e risadas estratégicas. Um pouco mais afastado, com uma câmara pendurada ao pescoço, Caleb registava o evento com profissionalismo estudado — o fotógrafo contratado para a noite, e alguém que Maya preferia não ter voltado a ver tão cedo. Como vice-presidente da empresa, Conrad já se acostumara àquele tipo de evento. Para ele, noites como aquela eram parte do trabalho: apertos de mão firmes, discursos breves e a constante vigilância sobre o que dizer e a quem dizer.

Mas, no meio do salão, algo desviou completamente o foco de Conrad.

Ela caminhava com passos contidos, como se não quisesse ocupar espaço demais. O cabelo castanho-claro caía em ondas suaves sobre os ombros, e havia uma naturalidade em seus gestos que contrastava com a artificialidade ao redor. Não era apenas beleza — embora ela fosse inegável —, mas a forma como parecia alheia à necessidade de impressionar.

Conrad sentiu o impacto de maneira imediata e silenciosa.

— Com licença — disse ele, interrompendo a conversa ao seu redor, antes mesmo de perceber que estava fazendo isso.

Sem esperar resposta, afastou-se do grupo, atraído por uma curiosidade que não sentia havia muito tempo.

Maya acabara de pegar um copo quando percebeu alguém ao seu lado. Pouco antes, sentira o olhar de Caleb pousar nela por um segundo a mais do que o necessário, como se quisesse dizer algo que já não tinha direito de dizer.

— Água com gás? — perguntou uma voz masculina, calma, com um leve tom de humor.

Ela virou-se, surpresa, e encontrou um homem alto, de postura segura, usando um terno escuro impecavelmente ajustado. Os olhos dele — de um tom entre o azul do céu e o azul do mar no seu estado mais puro — a observavam com atenção genuína.

— Sim — respondeu ela, um pouco sem jeito. — Essas noites longas pedem algo mais… sóbrio.

O canto da boca de Conrad se ergueu em um sorriso discreto.

— Concordo plenamente. — Ele pegou outro copo para si. — Conrad.

— Maya — disse ela, apertando a mão dele.

O toque foi breve, mas suficiente para causar uma estranha eletricidade que ambos notaram, ainda que nenhum comentasse.

— Você trabalha em qual área? — perguntou ele, apoiando-se casualmente na mesa.

— Arquitetura. E você? — devolveu a pergunta, sem cerimônia.

Conrad hesitou por uma fração de segundo.

— Estratégia — respondeu, optando pela versão mais vaga da verdade.

Maya assentiu, aliviada por não estar falando com alguém do alto escalão. Pelo menos, era o que pensava. Relaxou os ombros e deixou escapar um sorriso mais espontâneo.

— Então você também veio por obrigação — brincou.

— Digamos que sim — respondeu ele, divertido. — Mas confesso que a noite ficou mais interessante agora.

Ela riu, sentindo um leve rubor subir-lhe ao rosto.

Conversaram sobre banalidades: o buffet exagerado, as apresentações intermináveis, a música um pouco alta demais. A cada frase, Conrad se sentia mais intrigado. Maya falava com inteligência e sensibilidade, sem pressa de impressionar, e havia uma honestidade no olhar dela que o desarmava.

Para Maya, Conrad era apenas um homem agradável, carismático, talvez um pouco misterioso. Nada nele denunciava o cargo que ocupava. Não havia arrogância, nem aquele ar de superioridade tão comum entre executivos mais poderosos.

— E você, Maya — disse ele, após um breve silêncio —, gosta do que faz?

Ela pensou por um instante antes de responder.

— Gosto de criar espaços que contem histórias — disse, simplesmente. — Mesmo quando são projetos corporativos. Acredito que a arquitetura faz mais sentido quando coloca as pessoas no centro.

Algo se aqueceu no peito de Conrad ao ouvir aquilo.

— Você tem razão — disse ele, com sinceridade. — Nem sempre lembramos disso.

O mestre de cerimônias anunciou o início de um discurso, e o burburinho do salão diminuiu. Conrad sabia que, em poucos minutos, o palco seria invadido por funcionários e felizmente ele não teria de subir a função dele ali era como espetador e o tempo que ele queria estar com ela teria de ser interrompido.

Mas, pela primeira vez em muito tempo, não queria.

— Maya — disse ele, relutante —, foi um prazer conhecê-la.

— O prazer foi meu — respondeu ela, sem imaginar que aquele encontro casual estava prestes a mudar muito mais do que apenas aquela noite.

Conrad deu alguns passos para trás, ainda olhando para ela, certo de uma coisa: aquela mulher não fazia ideia de quem ele realmente era.

E isso, curiosamente, tornava tudo ainda mais fascinante.

A noite, porém, não terminou ali.

Horas depois, longe dos discursos e das formalidades, voltaram a encontrar-se junto a uma casa de banho. O acaso — ou algo mais — empurrou-os para a mesma direção. Não trocaram grandes palavras; bastaram olhares demorados e um silêncio carregado de intenção. A atração que ambos tentaram ignorar durante o evento tornara-se impossível de conter.

Foi Conrad quem sugeriu com um movimento o beijo, com uma delicadeza que lhe dava escolha. Maya hesitou apenas um instante. Havia nervosismo, sim, mas também uma confiança inesperada, como se o reconhecesse de um lugar que ainda não sabia nomear.

Depois de beijos e de muita troca de caricias eles sobem para o quarto.

O quarto do hotel recebeu-os com uma quietude cúmplice. As luzes da cidade filtravam-se pelas cortinas, e ali, sem títulos, cargos ou expectativas externas, aproximaram-se devagar. O primeiro beijo foi contido, quase tímido, mas suficiente para confirmar aquilo que ambos sentiam desde o primeiro encontro.

Para Maya, tudo era novo e intenso. Era a sua primeira noite entregue a alguém daquela forma, guiada mais pela emoção do que pela experiência. Conrad percebeu-o nos gestos, na respiração contida, e foi paciente, atento, fazendo daquele momento algo seguro e memorável.

Quando o mundo lá fora finalmente se calou, Maya adormeceu com a estranha sensação de que a sua vida acabara de mudar — mesmo sem saber ainda quem era, de facto, o homem ao seu lado.

Conrad permaneceu acordado por alguns minutos, imóvel, a observar o ritmo tranquilo da respiração dela. Havia nele uma reserva natural, uma frieza aprendida ao longo dos anos, feita de controlo e silêncio. Não era dureza nem indiferença: era disciplina. Ajustou a manta com cuidado para que não lhe arrefecessem os ombros e levantou-se apenas para apagar a luz que ficara acesa.

Era um homem habituado a decidir sem hesitar, a manter distância quando necessário. Mas nunca fora cruel. E, naquela quietude, permitiu-se algo raro: ficar.

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[CHAPTER 2] – Maya Robert
[CHAPTER 3] – Conrad Miller
[CHAPTER 4] – Leonore Harvey
[CHAPTER 5] – O casal perfeito
[CHAPTER 6] – Maya decide
[CHAPTER 7] – A sessão fotográfica
[CHAPTER 8] – Vai ser hoje
[CHAPTER 9] – Ele vai ver o que perdeu
[CHAPTER 10] – Um beijo
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