Mundo de ficçãoIniciar sessãoAlgumas histórias não começam com um "era uma vez" , mas com uma queda e a coragem de levantar ao lado de quem se ama. Lucca Ricci é um herdeiro bilionário junto do irmão e dos acionistas lidera uma estação de esqui, do alto dos seus 38 anos a cobrança de um casamento fica cada vez mais forte e a pressão o faz tomar uma decisão inesperada, um namoro de mentirinha. E para não perder o controle das empresas ele é capaz de tudo. Agora ele só precisa que nada saia do seu controle. Serena Bianchi é jovem e parece frágil, mas não é. Tem 20 anos e trabalha desde os 18 como telefonista no hotel principal da estação de esqui, sua família não tem posses, ela é a filha mais velha e ajuda a família, cansada de viver com medo de perder a única casa dos pais, ela decide participar do campeonato de esqui, tudo ia muito bem até que um acidente a deixa frente a frente com a única pessoa que ela não queria encontrar… Lucca e Serena se conhecem em um acidente na montanha, ele presta assistência e a retira de suas funções. Com medo de perder o emprego ela vai até a sala dele “brigar”. Lucca enxerga nela a pessoa ideal para fingir ser sua namorada. … — Já sei, Serena será a minha acompanhante ou noiva, namorada. — Eu? — Você não quer trabalhar, vai escolher emprego agora? E assim eles passam mais tempo juntos, os dois não contavam que as coisas iriam sair do planejado, a química entre eles seria insuportável e uma gravidez inesperada pudesse acontecer. Juntos eles terão que aprender a confiar, perdoar e a ouvir o coração. Fake Dating Age gap 18 anos Gravidez Inesperada Forced Proximity Cinderella Trop Romance no Trabalho
Ler maisLucca Ricci
A neve caía pesada naquela noite, cobrindo a montanha com um manto branco e espesso. A estação de esqui brilhava sob as luzes artificiais, movimentada por turistas em busca de aventura e luxo. Para mim, no entanto, aquela paisagem não passava de mais um cenário controlado, onde cada peça precisava estar no lugar certo.
Eu observava a cidade através da ampla janela do meu escritório no último andar do hotel principal. Um copo de uísque descansava entre meus dedos, mas sequer havia tocado a bebida. Minha mente estava ocupada demais com a reunião que havia acabado de terminar. Os acionistas estavam impacientes. Minha família, insistente. A pressão para um casamento era sufocante.
"Um homem da sua posição precisa de estabilidade, Lucca. Precisa de uma esposa."
As palavras ecoavam em minha cabeça. Como se minha vida já não fosse repleta de compromissos e responsabilidades, agora esperavam que escolhesse uma mulher para preencher esse papel. Mas eu não era um homem que se dobrava facilmente às expectativas dos outros. Se queriam um casamento, eu daria um. Mas nos meus próprios termos.
Ainda não sabia como faria isso, mas tinha certeza de que encontraria uma solução. Sempre encontrava.
Serena Bianchi
apertei o casaco ao redor do meu corpo, sentindo o frio cortar a pele enquanto caminhava em direção à encosta. A montanha é meu refúgio e nesta manhã tenho mais uma chance de me preparar. Se conseguir um bom desempenho no campeonato de esqui, e ganhar um prêmio suficiente para ajudar meus pais. Pagar a casa e proteger o pouco que temos. Não importa se as chances estão contra mim, o medo de falhar não é maior do que a necessidade de tentar.
Ajustei os óculos e deslizei pela neve, sentindo a adrenalina correr em minhas veias. O vento cortava meu rosto, e por um breve instante, me senti livre. Mas a sensação durou pouco. Um erro mínimo, um deslize sutil... e então tudo saiu do controle.
A queda foi rápida, mas o impacto foi o suficiente para me fazer soltar um grito. Meu corpo rolou pela neve, me sentei e chorei de dor no meu braço e tornozelo, depois de uns dez minutos ouvi alguém praguejar e me lembrei que meu esqui ou bastão ficaram na pista e pode provocar outro acidente.
— Ei, deixou o esqui na pista— A voz grave atravessou meu torpor, me repreendendo
Os meus olhos se abriram e encontraram os dele. Um olhar intenso, uma presença imponente. Lucca Ricci o dono do hotel e da estação de esqui.
Eu não sabia , mas esse acidente não seria o único deslize da temporada. Nem o mais perigoso.
***
Quando cheguei na base da montanha, percebi que estava cansado, mas me dei conta que eu precisava disso, foram tantos dias parado que me cansei rápido demais. Voltei ao topo, na cadeira de esqui nem a paisagem linda apesar de branca na sua maior parte, é capaz de me fazer parar de pensar de relembrar, só quando desço esquiando é que minha mente para e posso descansar. Sou um homem forte, mas nada me preparou para ver o carro em que meus pais estavam, amassado em um engavetamento devido a uma freezing rain (uma chuva granular, que congela antes de tocar o solo, deixa o chão escorregadio) sem deixar chance de sobrevivência.
Ainda não me conformei com a partida repentina dos dois.
— Senhor Lucca Ricci, precisa se casar ou não poderá ocupar o cargo na sucessão de seu pai. — a voz de um dos membros do conselho ecoa em minha mente minutos antes de dar os primeiros passos para descer a montanha.
Quem é obrigado a se casar nos dias atuais, por que um homem casado tem mais respeito, ainda que não tenha competência? Trinta e oito anos foi o meu último pensamento antes do choque. Algo na pista me lançou para fora e me choquei com o pinheiro.
— Mas que merda. — Gemi de dor, bati a bunda, eu tentava me levantar quando me lembrei do esqui na pista e procurei por mais alguém sem encontrar, depois de retirar da pista olhei em volta, mas fui atraído por um choro baixinho e encontrei uma garota abraçada ao próprio corpo.
— Ei deixou o esqui na pista. — disse a repreendendo.
— Desculpe senhor, eu não consegui me levantar. — quando ela disse senhor eu soube que se tratava de alguma funcionária.
— Se machucou, vou chamar o resgate.
— Não, por favor. — pediu chorosa, ela só podia ver os meus olhos, por causa do capacete, mas eu contemplava seu rosto jovem e bonito.
— Como não?
— Eu não poderia estar aqui, subi escondida, vai dar o meu horário de trabalho.
— Então trabalha aqui? — perguntei mesmo sabendo a resposta.
— Sim.
— Então por que subiu?
— Estou treinando para a competição. — sua voz era carregada de pesar, na cabeça dela perderia o emprego e o acesso a pista. Eu não me lembro dessa moça, mas também não sou responsável pelas contratações.
— Onde trabalha, qual setor?
— Sou telefonista. — Eu tirei o meu capacete e a moça me reconheceu.
— Senhor Lucca. — ela disse surpresa, o medo estampado em sua face.
— Isso é que eu chamo de falta de sorte.
— Ou não, talvez o senhor tenha compaixão e me deixe continuar trabalhando, o pé não vai me atrapalhar de trabalhar.
— Pelo menos você não está em horário de serviço.
— Não, não, de jeito nenhum.
— Como se chama?
— Serena Bianchi.
— Eu quero saber quem te contratou, não permito que contratem menores de idade.
— Eu não sou menor de idade. — ela disse em um tom como se eu a tivesse ofendido
Não dei importância a essa informação, chamei o resgate e aguardei o socorro, precisei de atendimento a dor na bunda começou a aumentar.
***
Eu estava em minha sala, no mesmo andar em que minha suíte no hotel da estação de esqui. Ouvi baterem na porta e antes que pudesse impedir a entrada, Luigi invadiu a sala.
— Luca, o que aconteceu? Soube que estava no centro médico.
— Atrasado como sempre, cai há horas.
— Mas agora está bem?
— Estou.
— O Leonardo De Ferrari quer falar com você.
— O que ele quer dessa vez?
— Ele quer que conheça a filha de um acionista..
— Não sei porque eu ainda pergunto.
— Diga que me acidentei.
Lucca RicciA noite com Serena na suíte presidencial tinha sido perfeita, o tipo de entrega que me fazia esquecer o resto do mundo. Eu achei que tinha deixado claro que ela era a única dona de tudo o que eu sou. Mas o destino parecia gostar de testar a minha paciência, e na manhã seguinte, foi a minha vez de sentir o sangue ferver nas veias.Serena acordou mais disposta e quis tomar o café da manhã na área aberta do resort. Eu desci carregando Theo no colo, orgulhoso demais da família que tinha construído. Nos sentamos em uma mesa próxima à praia. Serena usava um vestido estampado, leve, e os cabelos loiros balançavam com a brisa do mar. Ela parecia radiante, mas a minha paz durou exatamente cinco minutos.— Com licença. Vocês são os hóspedes da suíte master, certo? — Um homem jovem, alto, com sotaque arrastado típico dos locais e um sorriso perfeitamente alinhado, parou ao lado da nossa mesa. Ele vestia bermuda e uma camisa de linho aberta. — Sou o Thiago, coordenador de eventos náut
Serena Bianchi RicciA calmaria em Natal parecia um sonho, mas eu devia saber que o passado de um herdeiro bilionário não ficaria trancado na Suécia para sempre.No final daquela tarde, Lucca insistiu para descermos até o restaurante do resort. Eu usava um vestido longo, leve, tentando ignorar o inchaço que ainda restava no meu corpo pós-parto. Theo tinha ficado dormindo sob os cuidados da babá na suíte, e Lucca mantinha a mão firmemente espalmada na minha cintura, como se quisesse lembrar ao mundo inteiro que eu era dele.O problema surgiu quando nos aproximamos da área da piscina iluminada. Uma mulher alta, de pernas absurdamente longas e bronzeadas, vestindo um vestido que parecia custar mais do que meu antigo salário anual, parou abruptamente ao nos ver.— Lucca? Lucca Ricci! Não acredito! — ela exclamou em inglês, com um sotaque carregado.Antes que meu marido pudesse reagir, ela se aproximou deslizando a mão pelo braço dele até o ombro, apertando-o com uma intimidade que me fez
Lucca RicciVer Serena dar o primeiro passo naquelas águas mornas de Natal causou um nó na minha garganta. Ela sorria de um jeito que eu raramente tinha visto na Suécia: sem defesas, sem medo, entregue ao momento. Por meses, meu peito tinha sido um terreno congelado pela culpa e pelo medo constante de falhar com ela e com o Theo. Mas ali, com o sol do Nordeste queimando minha pele e os braços dela ao redor do meu pescoço, o gelo finalmente começou a ceder lugar a uma cor que eu achei que nunca mais veria na vida.— Você vai ficar me encarando com essa cara de bobo o dia todo, Ricci? — Serena provocou, jogando água salgada no meu peito, os olhos verdes brilhando com uma vivacidade deliciosa.— Se for para te ver sorrir assim, eu fico nessa posição pelo resto das férias, Sereninha — respondi, puxando-a para mais perto e colando nossos lábios em um beijo salgado, lento, sem a pressa ou o desespero que costumava nos cercar.Passamos o restante da manhã ali, divididos entre os mergulhos n
Serena Bianchi Ricci O jatinho dos Ricci pousou suavemente na pista do aeroporto em Natal, e a primeira coisa que me atingiu quando a porta se abriu foi o ar. Não era o vento gélido da Suécia que cortava a pele feito navalha; era um bafo quente, úmido, carregado com um cheiro forte que eu nunca tinha sentido na vida, dizem que é o cheiro do mar. Lucca desceu logo atrás de mim, carregando Theo, que resmungava sonolento por causa da mudança de ambiente. Bellini tinha ficado na Suécia para suas merecidas férias, mas Lucca, sendo o homem precavido que era, já tinha uma equipe de seguranças locais nos aguardando na pista com um carro blindado. O trajeto até o hotel durou pouco mais de uma hora. Eu não conseguia tirar os olhos da janela. Tudo era incrivelmente colorido e vibrante. As pessoas caminhavam pelas calçadas vestindo roupas leves, sorrindo sob um sol escaldante que fazia meus olhos arderem de tanta claridade até Lucca me estender um par de óculos escuros. — Bem-vinda ao Brasil,










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