Mundo de ficçãoIniciar sessãoCapítulo 07
Passou alguns dias nessa correria, me consultei com especialistas e me recuperei completamente, Lucca me deu todo o suporte e no sábado de manhã saí para esquiar. Ao entrar na pista, o funcionário me avisa que minha professora já chegou.
— Oi, professora?
— Olá, Serena, sou Jane. O Sr, Lucca me contratou para te treinar.
— Desculpe, ele esqueceu de me avisar. — disse tentando parecer natural, mas estava impressionada com a situação.
Como já vi outras vezes, a instrutora não subiu comigo, mas ficou com seu binóculo na base, ela quer analisar a minha descida.
No topo da montanha senti uma mistura de sensações, apertei o meu capacete acho que estava com medo, mas ao mesmo tempo ansiosa para descer sem perder o equilíbrio nas curvas muito menos tocar em nada nem ninguém, eu estava ansiosa para sentir a liberdade que só esse momento me dá, é o meu momento e durante a descida minha mente fica limpa como a neve que enxergo, o meu tempo não foi bom, mas as curvas foram perfeitas. Eu tirei o capacete para passar pela entrada do teleférico e fiz assim por mais três vezes, até que a treinadora me chamou para conversar. Fomos até a cafeteria mais próxima dali.
— Serena, por que você sobe de teleférico? — Jane perguntou com sua voz doce e amigável.
— Para ser mais rápido, geralmente tenho pouco tempo para treinar.
— Mas você precisa ganhar condicionamento físico e velocidade, durante as provas você terá que subir esquiando.
— É mesmo, eu me esqueci disso.
— Qual a modalidade que vai disputar?
— Esqui Alpino.
— Então precisamos trabalhar, força.
— Que tal tentar saltar?
— Pode ser. — respondi sem muita certeza.
O restante da manhã, treinei no simulador de esqui, para ganhar força e condicionamento físico. Me sai muito mal por causa dos dias de recuperação em que fiquei parada. Não posso negar que a animação de Jane me deu uma injeção de ânimo.
Almocei com Lucca e seu irmão.
— Eu não sei o que dizer, muito obrigada. — disse assim que fiquei sozinha com Lucca.
— Não precisa agradecer é o mínimo que eu posso fazer, a dias Leonardo não me liga enchendo o saco.
— Imagina, você já está pagando por isso.
— Sei que você precisa do prêmio, além disso não quero ter uma namorada toda quebrada. — ele disse fazendo suas gracinhas.
— Vou trabalhar. Não vai precisar de mim?
— Não, hoje não temos nada, veja se traz a sua amiga para colocar as crianças na cama ou vai sobrar para nós dois.
— Vou tentar. — eu ia saindo quando Alexander entrou na sala, antes que eu pudesse entender qualquer coisa, Lucca me puxou e me beijou foi mais que um selinho. O olhei sem entender, mas temo que ele ouviu o meu coração acelerado em meu peito.
— Lucca me ajuda aqui, Ananda quer ir ao banheiro e Cristian está com a fralda suja.
— Eu preciso ir.
— Vá querida eu resolvo aqui. — Lucca disse e pude ver ele pegar a sobrinha e levá-la em direção ao banheiro.
Ele mete medo, mas é carinhoso com os sobrinhos e até engraçadinho cheio de piadas, que eu quase nunca consigo rir.
Assim que cheguei no meu trabalho, Meredith me encheu de perguntas sobre as crianças, descobri que ela está dormindo a dias no quarto com elas. Minha amiga está muito apegada às crianças.
Comecei a sentir câimbra, não deixei o meu posto de trabalho, mas confesso que estava piorando com o passar das horas.
Eu não precisei pedir para Meri vir comigo, ela já estava com uma bolsa enorme e dizia conter apenas produtos de higiene pessoal.
— Meri você vai sofrer quando eles voltarem ao país onde moram.
— Vamos viver um dia de cada vez, Sê. — eu não a respondi, acho que até concordei com ela pela minha expressão, ela tem razão.
Eu e Lucca jantamos sozinhos, eu estava muito cansada e adormeci no sofá da sala. Acordei com muita dor, eu não conseguia controlar e gritava.
— Aí …
— O que foi?
— Tá doendo muito, é câimbra. — eu mal conseguia falar sem me contorcer de dor. As câimbras eram pelo corpo todo, braços e mãos nem a bunda escapava. Lucca ficou nervoso e saiu da sala, não demorou apareceu com um óleo na mão.
— Onde doi mais?
— Panturrilha e pés. — disse quase chorando em seguida gritei de dor.
— Tenta ficar calma. — ele disse tentando erguer a perna da minha calça, eu já estava de pijamas, sem pensar muito no que estava fazendo tirei a calça com a ajuda dele e me cobri com a manta do sofá, não demorou para que eu sentisse as mãos firmes e habilidosas massageando minhas pernas, ele usou seu abdômen para forçar meu pé direito a ficar na posição correta e evitar a câimbra.
— Vire-se bruços. — ordenou e fiz imediatamente. Suas mãos deslizavam pelas minhas pernas com a ajuda de um óleo com aroma de sândalo, à medida que a dor foi passando um outro incômodo passou a dominar minhas reações, o calor que subia pelo meu corpo, não tinha nada haver com a dor que a pouco se dissipou.
Olá, garotas. Você pode curtir o capítulo para me ajudar na divulgação. Desde já agradeço. S2







