Mundo de ficçãoIniciar sessão"Até onde estão dispostos a ir para salvar seu casamento?" Foi essa pergunta que Sophia e Alex se fizeram quando conheceram Rick Foster. Após sair em uma despedida de solteira de uma amiga, Sophia no auge do seu conservadorismo, se encanta por um stripper que entrou na sua mente como um veneno. ela tem um casamento feliz com Alex, um casamento cheio de amor e respeito desde a faculdade. Alex a ama e eles tem uma vida bem estável tanto financeira como emocional. Mas a rotina chegou, o sexo diminuiu a frequência e o romance esfriou. Quando Sophia recebe do stripper um convite para a inauguração de uma casa de swing, ela pensa que é traição só de pensar na possibilidade, mas Alex a surpreende ao aceitar o convite. A vida deles nunca mais foram as mesmas após cruzar seus caminhos com o stripper mais conhecido e requisitado de Manhathan. Um homem perfeito, doce, sexy, gentil, dominador e cheio de tesão para dar. Agora, após se envolverem num mundo de prazer sem limites, quebra de tabu e liberdade, o casal tem que decidir se vão abrir a relação para um novo amor, ou tentar superar a rotina como a sociedade espera. Venha conhecer esse triangulo amoroso, que tem mais do que cenas quentes. Mas tem superação, auto conhecimento, cuidado e um amor tão grande que passa por cima de uma vida inteira de certezas, que agora mexe com o que eles nunca imaginaram que poderia deixar para tras.
Ler maisSophia
Eu nunca imaginei que uma despedida de solteira fosse mudar tudo. Aos 34 anos, casada com Alex há doze anos, eu achava que já tinha visto de tudo na vida. Morávamos em uma casa confortável nos subúrbios de Chicago, ele como engenheiro sênior em uma construtora e eu como gerente de marketing em uma agência digital. Salários bons, viagens uma vez por ano, sexo uma vez por mês, se for tanto. A rotina tinha engolido a gente devagar, como areia movediça. Conversamos sobre contas, o cachorro que precisava passear, o N*****x que sempre parava no mesmo episódio. Eu amava o Alex, de verdade, mas o fogo… aquele fogo que a gente sentia aos 22 anos tinha virado brasa morna. Foi a minha amiga Rachel quem insistiu. “Sophia, você precisa sair dessa bolha conservadora. É só uma despedida de solteira na boate. Ninguém vai te julgar.” Eu ri, nervosa. Nunca tinha pisado em um strip club. Era o tipo de lugar que eu via em filmes e pensava: “isso é para outras mulheres”. Mas aceitei, coloquei um vestido preto simples, saltos médios, cabelo solto. Alex me deu um beijo na testa antes de eu sair: “Divirta-se, amor. Mas não faça nada que eu não faria.” Ele riu, eu ri também. Nenhum de nós imaginava. A boate se chamava Velvet Underground. Luzes vermelhas, música pulsante, cheiro de perfume caro e suor. As meninas da despedida gritavam, jogavam dinheiro no palco. Eu me sentei no fundo, com uma taça de vinho na mão, tentando não parecer uma freira perdida. Até que ele subiu no palco. Rick. Ele era perfeito, corpo esculpido como se tivesse sido feito para ser olhado. Peito largo, braços tatuados, rosas, serpentes, palavras em latim que eu não conseguia ler. Cabelos ondulados até os ombros, castanhos com mechas douradas que brilhavam sob as luzes. Ele se movia como se a gravidade não existisse. Quando a música mudou para algo mais lento e sensual, ele desceu do palco e veio direto para a nossa mesa. Seus olhos, verdes, intensos, cravaram em mim. — Você é a única que não está gritando! — disse ele, voz rouca, sorrindo de lado. — Vou mudar isso. Ele dançou só para mim, seu corpo roçando no ar, a poucos centímetros do meu rosto. Senti o calor da pele dele, o cheiro de óleo de coco e algo mais masculino. Suas mãos deslizaram pelo ar como se me tocassem sem tocar. Meu coração batia tão forte que eu achei que todo mundo ia ouvir. Eu era conservadora. Igreja aos domingos quando era mais nova, valores tradicionais, casamento para sempre. Mas ali… meu corpo reagiu, um calor subiu pela barriga, desceu entre as pernas. Eu apertei as coxas, envergonhada. Ver ele seminu, me provocando, tão quente suado. No final da dança, ele inclinou o rosto perto do meu ouvido. — Você tem olhos que guardam segredos, linda. Toma.— Ele colocou um cartão preto na minha mão. — Inauguração da nova casa de swing, The Eclipse. Sexta que vem, quero te ver lá, só olhar… ou mais. Você decide. Eu guardei o cartão na bolsa como se fosse uma bomba. As minhas amigas riram, acharam graça. Eu fingi que era só brincadeira, mas no caminho inteiro para casa, eu só pensava nele. Naqueles músculos, no jeito que ele me olhava como se soubesse exatamente o que eu estava sentindo. Cheguei em casa às duas da manhã. Alex estava acordado, assistindo TV na sala, e assim que fechei a porta, algo explodiu dentro de mim. O tesão que Rick tinha acendido não era para ele, era para o meu marido. Eu me joguei em cima de Alex, beijando-o com fome que não sentia há anos. — Uau… o que deu em você? — ele murmurou, surpreso, mas já me puxando para o quarto. Tirei a roupa dele com pressa. Montei nele como se fosse a última noite da vida. Gemi alto, arranhei suas costas, pedi mais forte, mais fundo. Alex estava encantado. — Sophia… caralho… onde você estava escondendo isso? Ele gozou rápido, mas eu continuei, montando até chegar ao meu orgasmo intenso, quase violento, com o rosto de Rick piscando na minha mente. Deitada ao lado dele, suada, o arrependimento veio como uma onda fria. Eu amava o Alex, como pude pensar em outro homem enquanto transava com ele? Comecei a chorar baixinho. — Ei… o que foi? Alex me puxou para o peito. Eu respirei fundo. Contei tudo. A dança. O jeito que Rick me provocava. O cartão, o convite para a casa de swing. Que eu tinha sentido desejo não só curiosidade, desejo de verdade. — Eu gostei mais do que deveria, Alex. Me desculpa. Ele ficou em silêncio por um minuto longo. Depois sorriu, um sorriso que misturava surpresa e algo mais escuro. — Então… vamos aceitar o convite. Eu arregalei os olhos. — O quê? — Vamos na inauguração. Só olhar, ver como funciona. Não prometo nada além disso, mas se isso reacendeu você… talvez valha a pena experimentar. Meu coração acelerou de novo. Medo, excitação, vergonha. Tudo misturado. Eu me aninhei nele e sussurrei: — Eu te amo! — Eu sei, e eu te amo o suficiente pra tentar salvar a gente.RickNo dia seguinte, acordei com o gosto amargo de arrependimento na boca.O sol entrava pelas janelas da cabana, iluminando o caos que eu tinha criado: garrafas vazias no chão, roupas jogadas, o sofá marcado pelo peso da minha autopiedade. Meu corpo doía, não de treino, mas de ter passado noites inteiras bebendo e chorando como um idiota. A cabeça latejava, e o peito doía mais ainda.Eu me levantei devagar, olhei no espelho rachado do banheiro e vi um homem que mal reconhecia. Olhos inchados, barba por fazer, expressão derrotada. — Olha pra você, se apaixonou por um casal casado. Achou que poderia ser diferente. Idiota.O arrependimento era sufocante. Não por ter transado com o estranho no beco, isso tinha sido só uma tentativa desesperada de esquecer. O arrependimento era por ter me permitido sentir tanto. Por ter sonhado com um futuro a três. Por ter acreditado que Alex e Sophia poderiam me amar da mesma forma que eu os amava.Eu não conseguia mais ficar parado. Comecei a malhar
RickOlhando o panfleto da banda na mesa de centro da sala da cabana, decidi ir ao café, beber na companhia de outras pessoas. Ficar dentro de casa já estava começndo a ficar sufocante.Já era tarde quando eu entrei no pequeno café da praça. Uma cidadezinha do interior como aquela não costumava ter movimento depois das nove, muito menos música ao vivo. Mas ali estava: um trio tocando violão, tocando uma batida suave que falava de amor, perdão e recomeço. Estranhei. Talvez fosse algum evento local, ou simplesmente o dono do lugar tentando atrair os poucos turistas que passavam pela região. Eu não me importei. Só queria um lugar iluminado o suficiente para não me sentir completamente sozinho.Sentei-me no balcão, pedi uma cerveja gelada e depois outra. O álcool já começava a fazer seu trabalho, relaxando os ombros, amortecendo a dor no peito que não passava desde que saí da casa de Alex e Sophia.O homem da noite enterior se aproximou depois de um tempo. Ele se sentou ao meu lado, me de
Rick Um mês. Trinta dias inteiros trancado na cabana, sem internet, sem celular ligado, sem contato com o mundo lá fora. Eu me transformei em um fantasma dentro da minha própria cabeça. Acordava tarde, comia qualquer coisa que encontrava na despensa (macarrão instantâneo, latas de atum, pão velho), assistia filmes antigos na TV velha até os olhos arderem, e depois bebia até cair no sono. Repetia o ciclo no dia seguinte. Não treinava. Não lia. Não pensava em nada além deles. Mil versões diferentes passavam pela minha cabeça a cada hora. E se eu voltasse agora e pedisse desculpas? E se eu aparecesse na casa deles e dissesse que não aguento mais? E se eu mandasse uma mensagem dizendo que os amo e que estou disposto a aceitar qualquer migalha? Eu me odiava por isso. Por ser fraco. Por ainda querer tanto duas pessoas que não sabiam se me queriam de verdade. No trigésimo dia, a despensa finalmente ficou vazia. Nem uma lata de feijão restava. Meu estômago roncava de fome de verd
RickEu vi os dois no instante em que entrei na área VIP da The Eclipse.Sophia de vermelho, fenda na coxa, cabelo perfeito. Alex ao lado dela, terno preto, postura tensa. Eles estavam vindo na minha direção.Meu coração deu um salto violento, desejo, saudade, raiva, tudo misturado. Por um segundo, eu quis correr até eles, puxá-los para o canto mais escuro e beijá-los até esquecer o mês inteiro de silêncio. Mas eu me segurei.Não podia me iludir de novo.Eu já tinha corrido atrás, já tinha me aberto, já tinha implorado. Agora era a vez deles. Se Alex ainda não sabia exatamente o que queria, se ainda precisava se esconder, ainda tinha medo de assumir o que sentia por mim, eu não ia mais ser o cara que esperava na porta.Eu precisava de tempo. E precisava dar tempo a ele.Então fiz o que nunca imaginei que faria: virei as costas e saí pelos fundos da boate antes que eles conseguissem se aproximar. Desci as escadas de serviço, passei pela saída dos funcionários sem olhar para trás.Não





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