Mundo ficciónIniciar sesión"— Eu mandava em um império de bilhões de dólares, Maya, mas a única coisa que eu faço questão de controlar agora é você. Você assinou aquele contrato, e ele só termina quando eu disser que chega." Às vésperas do casamento, o mundo de Maya Rodrigues desmorona quando ela flagra a pior traição: seu noivo na cama com sua própria melhor amiga. Destruída e com sede de esquecimento, ela decide queimar o passado nos braços de um completo desconhecido em um bar exclusivo. Uma noite de pura perdição com um homem intensamente frio e possessivo, antes de ela sumir sem deixar rastro. Semanas depois, tentando reconstruir a vida, Maya consegue um emprego como secretária executiva sênior. O choque é brutal quando ela descobre que o CEO implacável da holding é Alexander Vance — o homem daquela noite secreta. Encurralada pelo chefe, ela é colocada contra a parede com uma proposta irrecusável: um casamento por contrato. Ele precisa garantir o trono dos negócios diante de uma iminente traição familiar, e ela precisa salvar sua família da ruína total.
Leer másO vestido de noiva pendurado no closet parecia uma piada de mau gosto.
Maya havia passado os últimos anos trabalhando dezesseis horas por dia para ajudar a erguer a empresa de engenharia de Arthur. Eles se casariam amanhã. Pelo menos, era o que ela achava até abrir a porta do escritório dele.
Os sons que saíram de lá de dentro a paralisaram.
Através da fresta da porta, o mundo que Maya construiu desmoronou. Arthur estava contra a mesa de carvalho. A mulher agarrada ao pescoço dele, gemendo seu nome, era Letícia. A madrinha de casamento. A melhor amiga de Maya.
— Ela não vai desconfiar? — Letícia sussurrou, ofegante.
— Maya é ingênua demais — Arthur riu, aquele sorriso que antes confortava Maya agora parecia veneno puro. — Depois que assinarmos os papéis amanhã, as ações dela passam para o meu nome. Ela continua sendo a secretária perfeita enquanto nós aproveitamos o dinheiro.
O estômago de Maya revirou violentamente. Uma náusea fria subiu por sua garganta.
Ela não gritou. Não chorou. A dor aguda se transformou instantaneamente em um ódio gélido e cortante. Pegou o celular, ligou a câmera e empurreu a porta com força.
O estrondo fez os dois darem um pulo, se afastando em pânico.
— O casamento está cancelado, Arthur — a voz de Maya saiu assustadoramente calma. — E a propósito... acabei de deletar o banco de dados do projeto que eu criei. Boa sorte tentando fechar o contrato amanhã.
Virei as costas antes de ouvir as desculpas.
Duas horas depois, Maya estava sentada no balcão do *Obsidian*, um dos bares mais exclusivos de Manhattan. Ela precisava apagar a sensação de ser uma idiota. Virou o terceiro shot de tequila.
— Outra — ordenou ao barman.
— Acho que você já teve o suficiente por hoje, senhorita.
A voz que ecoou ao seu lado não era do barman. Era uma voz grave, profunda, que carregava uma autoridade natural e perigosa.
Maya virou a cabeça lentamente.
O homem ao lado parecia esculpido em mármore escuro. Um terno sob medida perfeitamente alinhado, cabelos negros desalinhados com elegância e olhos de um cinza tão intenso que pareciam tempestade pura. Ele exalava arrogância e uma frieza cortante.
— Eu não me lembro de ter pedido a sua opinião — Maya retrucou, sustentando o olhar analítico dele.
Um pequeno canto dos lábios dele se elevou. Um sorriso perigoso.
— Uma mulher bonita, bebendo sozinha e claramente querendo se destruir — ele avaliou com um tom clínico e distante. — Problemas no paraíso?
— O paraíso pegou fogo — respondeu ela, puxando o novo copo. Olhou fixamente para os lábios bem desenhados do desconhecido. — E agora eu só quero cometer um erro bem grande.
Os olhos cinzentos dele escureceram instantaneamente. A tensão magnética entre os dois estalou no ar, sufocante. Ele se inclinou ligeiramente. O perfume amadeirado e caro dele invadiu os sentidos de Maya.
— Você tem certeza disso, senhorita...?
— Maya. E sim. Eu nunca tive tanta certeza na minha vida.
O homem se levantou, alto e imponente, deixando algumas notas de cem dólares no balcão sem nem olhar. Estendeu a mão grande e calorosa para ela.
— Alexander — ele se apresentou, a voz baixa. — Vamos sair daqui.
Naquela noite, na cobertura dele, Maya se perdeu nos braços de um homem frio que a tomou com uma intensidade avassaladora. Foi uma entrega ardente que apagou cada traço de Arthur da sua mente.
Às cinco da manhã, Maya acordou. Alexander dormia ao seu lado, a expressão séria, um braço pesado protetoramente ao redor da cintura dela.
Cuidadosamente, ela tirou o braço dele. Não queria complicações. Escreveu um bilhete simples na mesa de cabeceira: *"Obrigada pela noite. Não me procure."* Pegou suas coisas e sumi no elevador.
Semanas se passaram.
Maya bloqueou o ex de tudo, mudou de apartamento e usou sua competência para conseguir uma entrevista na *Vance Holding*, o maior conglomerado financeiro da cidade. Era sua chance de recomeço.
Passou nos testes com louvor. A vaga de secretária executiva da diretoria sênior era sua.
Na segunda-feira de manhã, Maya estava no 45º andar, organizando os primeiros arquivos no computador da recepção.
O elevador executivo bipou.
A atmosfera no andar inteiro mudou instantaneamente. O silêncio se tornou absoluto. Todos os funcionários se ergueram em sincronia, alinhando as posturas com medo visível.
— O CEO supremo chegou — a chefe do RH sussurrou ao lado de Maya, trêmula. — Ele acabou de voltar da Europa e assumiu o controle direto. Não faça contato visual, Maya. Ele odeia que o encarem.
Maya manteve os olhos baixos. Passos firmes e pesados ecoaram pelo corredor.
— Bom dia, Sr. Vance — a equipe inteira saudou em uníssono.
Lentamente, ignorando o aviso, Maya levantou a cabeça.
O homem que vinha caminhando cercado por seguranças usava um terno de três peças cinza-escuro. A mandíbula estava rigidamente marcada.
Alexander. O homem da sua noite de impulsividade.
Como se sentisse o olhar chocado, os olhos cinzentos dele cortaram o salão com precisão cirúrgica. Eles travaram nos de Maya.
Alexander parou abruptamente no meio do corredor. O olhar dele desceu pelo corpo dela, reconhecendo cada curva sob a roupa profissional, e depois subiu de volta para o rosto. Não havia calor ali. Apenas uma promessa fria e possessiva.
Ele caminhou lentamente até a mesa dela. O andar inteiro parecia ter prendido a respiração. Alexander apoiou as duas mãos na borda da mesa, inclinando-se.
— Maya — ele pronunciou o nome dela de um jeito que fez as pernas dela tremerem. Os olhos dele brilharam com uma arrogância cortante. — Fico feliz em ver que conseguiu o emprego. Mas acho que você esqueceu de ler as letras miúdas do seu contrato.
Maya engoliu em seco, tentando manter o profissionalismo.
— Sr. Vance... eu não sabia...
— No meu escritório — ele interrompeu, a voz baixa e perigosamente macia, virando as costas. — Agora. Temos muitas regras para discutir.
POV: AlexanderO calor que descia pelos dutos de ventilação do túnel subterrâneo tornou-se insuportável em questão de segundos. Pedaços de concreto e fuligem começaram a despencar do teto, afundando na água escura do canal com estrondos abafados. Eu sentia os meus pulmões arderem com a fumaça tóxica que começava a invadir o ambiente.Com o braço esquerdo, puxei a Maya com força contra o meu peito, enquanto com a mão direita mantinha a pistola empunhada, apontando para o Sr. Cavendish. O velho estava estirado no convés da lancha rápida, o ombro ensanguentado, mas com aquele sorriso psicótico e vitorioso estampado no rosto enrugado.— Xande! Maya! Saiam daí agora! — o grito de Edward ecoou no topo da escadaria de ferro.Olhei para trás e vi meu irmão descendo os degraus aos tropeços, tossindo por causa da fumaça, acompanhado por uma mulher loira de vestido cinza rasgado que eu nunca tinha visto na vida.— Edward! O que está acontecendo? — gritei de volta, tentando sobrepujar o som das c
POV: AlexanderO eco do meu próprio rugido ainda vibrava nas paredes de concreto do túnel subterrâneo quando desci os primeiros degraus. A luz vermelha de emergência banhava a cena em um tom de sangue, tornando tudo ainda mais dramático. Lá embaixo, na plataforma que dava para o canal de água escura, o Sr. Cavendish segurava a Maya pelo braço, a pistola apontada diretamente para a cabeça dela.— Não dê mais nenhum passo, Alexander! — o velho gritou, a voz trêmula pela mistura de pânico e pura demência. — Eu juro que aperto este gatilho! A linhagem dos Vance termina aqui hoje!Olhei para a Maya. Os olhos dela estavam arregalados, marejados, mas havia uma força absurda na forma como ela me encarava. Ela balançou a cabeça negativamente, implorando em silêncio para que eu não cometesse nenhuma loucura. Meu peito ardia; cada lufada de ar parecia rasgar a minha costela fraturada por dentro, mas eu não recuei. Dei mais um passo lento, mantendo o cano da minha arma abaixado, tentando ganhar t
POV: AlexanderO silêncio da noite de Boston foi estraçalhado no segundo em que o Edward cortou os cabos de alta tensão do gerador principal com um alicate de pressão. A mansão do Cavendish apagou-se como um farol engolido pela névoa, e o primeiro sinal de caos começou.A adrenalina disparou no meu sangue, anestesiando a queimação na minha costela fraturada. Segurei a pistola semiautomática com firmeza, sentindo o metal frio contra a palma da minha mão calejada. Eu nunca tinha sido um homem de armas — meu mundo sempre foi o dos contratos, das ações e das reuniões de diretoria —, mas por ela, eu arrastaria o mundo inteiro para o inferno.— Dois guardas na guarita oeste neutralizados — a voz de Edward ecoou no meu ponto de ouvido, num sussurro abafado pelo silêncio tático. — Mas o Arthur não estava brincando, Xande. O jardim da frente está infestado. Eles estão usando óculos de visão noturna.— Então faça o seu truque — respondi, avançando rente à parede de pedra que cercava a ala oeste
POV: ArthurO suor frio escorria pela minha testa, manchando o colarinho de algodão egípcio da minha camisa de grife. Olhei para a tela apagada do meu celular, as mãos tremendo tanto que quase deixei o aparelho de última geração cair sobre o piso de mármore importado da presidência da holding V&M. A imagem da minha mãe, Beatriz, amarrada àquela cadeira de ferro com os braços para trás, com o Edward Vance segurando um galão de gasolina e o Alexander com os olhos injetados de um verdadeiro psicopata, estava gravada na minha retina.— Aquele desgraçado... ele enlouqueceu de vez — sussurrei para o escritório presidencial vazio, sentindo um nó apertar a minha garganta.Alexander Vance não tinha mais nada a perder. Eu tinha tirado o dinheiro dele, o status, o império que o pai dele construiu... e o Sr. Cavendish tinha ficado com a Maya. Um homem que não tem nada a perder na vida é a criatura mais perigosa do mundo. Ele era capaz de colocar fogo em Nova York inteira só para me ver queimar ju





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