Mundo ficciónIniciar sesiónCarlos Eduardo tinha tudo. Poder, dinheiro, uma carreira impecável como CEO de uma das maiores indústrias farmacêuticas do país… e a mulher que amava. Até que algumas fotos destruíram seu mundo. Convencido de que foi traído pela própria assistente e amante secreta, ele toma a pior decisão da sua vida: expulsa Maria Fernanda sem permitir que ela se explique. Humilhada, com o coração partido e carregando um segredo que mudaria tudo, Maria Fernanda desaparece da vida do homem que sempre amou. O que Carlos Eduardo não sabe… é que ela estava grávida. De gêmeos. Agora, anos depois, o destino coloca os dois frente a frente novamente. E bastará um único olhar para que ele perceba a verdade devastadora: Maria Fernanda nunca o traiu. Mas talvez seja tarde demais para recuperar a mulher que destruiu… e os filhos que nunca conheceu. Entre mentiras, arrependimentos e um amor que jamais deixou de existir, Carlos Eduardo fará de tudo para reconquistar sua família. Mesmo que Maria Fernanda esteja decidida a nunca mais entregar seu coração ao homem que a abandonou.
Leer másCARLOS EDUARDO VELAZ
Em uma manhã, como em todas na minha rotina corrida, tiro alguns minutos para apreciar o céu azul, e enquanto eu o olho através da janela do meu escritório lembro-me da Maria Fernanda.
A mulher que chegou em minha vida quando eu estava prestes a me formar em Administração de empresas e só tinha vinte e dois anos.
Aos poucos, sem nem perceber, uma menina de dezenove anos, estudante do mesmo curso que eu, ainda faltando alguns anos para se formar, me fez ser exclusivo dela. Pois o meu coração não b**e por mais ninguém.
Eu a admiro por sua garra, ela vem de descendência humilde, sem nem eu saber se inscreveu para uma vaga de trabalho na empresa da minha família, e além de ser uma das melhores assistente administrativo do local e estudar, milagrosamente arruma tempo para ser completamente presente em minha vida. Assim como em minha cama.
Eu tenho muitos compromissos pela frente, ainda mais agora que acabo de me tornar CEO na empresa CARVL Laboratório Farmacêutico, pertencente a minha família e que o meu tio Leonardo estava tomando conta esperando a minha formação, pois o meu pai faleceu há anos e eu precisei estudar para herdar o cargo. E ainda assim, sendo cheio de compromissos, conto as horas para a noite chegar e encontrar a Maria Fernanda.
Nosso relacionamento mantemos as escondidas há um ano, mas já planejo pedi-la em casamento e até mesmo encomendei o anel de noivado contendo uma linda pedra de diamante.
— Eu não vejo a hora.
— De que, Cadu?
Sou interrompido por Jéssica, a irmã do meu melhor amigo.
— Você e sua curiosidade.
Ela vem ao meu encontro como sempre muito bonita, com seus enormes olhos azuis e longos cabelos loiros.
A típica beleza que chama a atenção de todos por onde passa, mas não a minha, pois a vejo somente como uma amiga.
— Não posso negar.
Me dá um beijo na bochecha e eu peço para ela se sentar.
— Qual o motivo da sua visita? Eu também sou curioso.
Parece entristecida.
— As notícias não são das melhores. Bem, me ouça Carlos Eduardo, nós nunca tivemos nada pois você não me olha como uma mulher para algo a mais na sua vida, mas eu me importo com você. Eu vi, com esses olhos que a terra a de comer, a Maria Fernanda conversando com um homem, de uma maneira bastante comprometedora. É nessa mulher que você vai apostar a sua vida?
Ela me deixa irado. Não suporto ver alguém tentando difamar a Maria Fernanda. Principalmente uma das poucas pessoas que sabe sobre nós. Porra, eu confiei na Jéssica e no seu irmão.
Que inferno de conversa é essa?
— Cale-se Jéssica, eu estou certo do amor que sinto por Maria Fernanda. Ela é o amor da minha vida. E nada poderá mudar isso.
Jéssica se levanta, anda de um lado para o outro, abre a bolsa e tira um envelope pardo.
— Eu não queria chegar a este ponto. Mas, então veja com os seus próprios olhos, o que a sua amada faz pelas suas costas.
Sinto as minhas mãos que geralmente são firmes, trêmulas. E rapidamente vejo a primeira foto.
A minha Maria aos beijos com outro homem e a data do flagra mostra que o beijo aconteceu nesta semana, justamente no dia em que ela me pediu para sair mais cedo, pois precisava concluir um trabalho da faculdade.
Eu tento não acreditar no que vejo, mas tudo fica nítido. A Maria, tem outro. O meu mundo, em milésimos de segundos, vai ao chão.
Como ela foi capaz?
O que ela fez com o nosso amor?
Com os nossos planos?
Eu não vou chorar, não vou me abalar, eu não posso.
Tenho uma empresa para cuidar.
Funcionários que dependem de mim.
Preciso ser forte e seguir a minha vida como eu era antes, um homem sem sentimentos.
— Jéssica, obrigado por tudo.
Recebo um abraço reconfortante, de uma amiga que se importa comigo.
— Não precisa agradecer, eu te amo, eu sempre te amarei, tenho certeza de que você é o amor da minha vida Cadu.
É horrível ouvir a sua declaração, pois eu não posso corresponder.
— Desculpa, eu não vejo como posso ser o amor da sua vida.
Aos prantos, ela sai da minha sala e pela primeira vez percebo que fiz uma escolha ruim.
Se eu estivesse com a Jéssica, não estaria agora, com a vida fodida.
MARIA FERNANDA VELAZFicamos deitados ali na cama por mais alguns minutos em total chamego, apenas curtindo o pós-prazer, até que os sons característicos de passos e risadas infantis vindos do hall de entrada indicam que os nossos filhos finalmente retornaram do passeio com a babá.Num salto coordenado, entramos no banheiro e tomamos um banho rápido juntos para limpar os vestígios da nossa luxúria. Enquanto o Cadu caminha de volta para o closet para se vestir com uma bermuda e uma camisa leve, pego o meu celular em cima do criado-mudo e envio uma mensagem de texto rápida para a Laura, pedindo para que ela execute o plano exatamente como havíamos combinado na semana passada, de forma discreta.Antes mesmo de eu terminar de abotoar o meu vestido leve de praia, ouvimos batidas rápidas, ansiosas e insistentes na madeira da porta do quarto.— Mamãe!... Papai!... Nós já voltamos da praia, podemos entrar de uma vez? — as vozinhas da Duda e do Rick ecoam juntas, cheias de curiosidade.— Só um
MARIA FERNANDA VELAZAssim que adentramos os limites do quarto e ele chuta a porta de madeira, trancando-nos no isolamento, o desespero do desejo assume o controle total. Mal temos tempo hábil para retirarmos as nossas roupas; as peças são arrancadas e jogadas pelo tapete de forma caótica. Num movimento ágil, empurro o corpo do Cadu de costas contra o colchão da cama e assumo a posição de controle, montando em cima do seu quadril nu.Ele estende as mãos e agarra os meus seios com vontade. Devido às alterações hormonais recentes que só eu sabia, os meus mamilos estão extremamente sensíveis e fartos, e eu solto um arquejo alto quando ele abocanha um deles, sugando a pele com força e despertando uma onda de prazer violenta nas minhas entranhas. Elevo um pouco o meu quadril no ar, direcionando a cabeça do seu pau gigante e viril direto contra a entrada da minha vulva, e deslizo o corpo para baixo de uma só vez, engolindo toda a sua espessura em uma única estocada profunda. Sinto um choque
MARIA FERNANDA VELAZ— Nanda...Levo um susto gostoso e desperto dos meus devaneios quando sinto o peso do corpo do Cadu se acomodar bem na minha frente, na borda da rede.— Meu Deus, amor... eu nem vi quando você se aproximou de mansinho por aqui — murmuro, o coração acelerando com a presença dele.Ele estende os braços fortes, segura a minha mão direita com delicadeza e deposita um beijo demorado e quente na minha pele.— Eu percebi de longe que os seus pensamentos estavam voando a quilômetros de distância daqui, Vida — ele diz, e como sempre acontece, consigo notar o brilho de pura curiosidade e magnetismo no seu olhar castanho.Ajeito o corpo na rede, abrindo o sorriso.— Você não vai acreditar... mas eu estava aqui, olhando o mar, e me peguei recordando minuciosamente cada detalhe do dia do nosso casamento.Cadu sorri de canto, os olhos fixos nos meus, transbordando aquela devoção que me desarma.— Eu também me pego lembrando daquele nosso dia especial a cada segundo, Nanda... —
MARIA FERNANDA VELAZ— Fiz diletinho, papai? — Rick perguntou em um sussurro alto assim que alcançou as nossas pernas, os olhinhos castanhos brilhando de orgulho.— Fez sim, meu campeão... Você foi perfeito — Cadu respondeu com um sorriso largo, abaixando-se para pegar as alianças.— E eu, papai? Eu fui diletinho também? — Duda questionou logo em seguida, ansiosa e dengosa, buscando a aprovação imediata do pai, o que me fez soltar uma risada contida no altar.— Você foi uma verdadeira princesa, minha vida. A mais linda de todas — ele se rendeu, de olhos brilhando.Um sorriso bobo e apaixonado se forma nos meus lábios agora, na rede, ao recordar cada detalhe. Foi, sem dúvida, a memória mais perfeita da minha história. Lembro-me da voz grave do Cadu ecoando pelo microfone da igreja na hora dos votos, deixando de lado qualquer papel escrito:— Nanda... eu passei os últimos dias pensando muito no que escrever para este momento sagrado, contudo, eu percebi que não seria capaz de colocar em
Último capítulo