Mundo de ficçãoIniciar sessãoCapítulo 06
Serena Bianchi
Não tinha ninguém na suíte que eu estava ocupando, então peguei rápido o que eu consegui, de volta à suíte de Lucca o encontrei na sala pelado, eu tentei abafar, mas sei que soltei um som de susto e reprovação, como ele pode estar sem roupa sabendo que voltaria, como alguém se despe tão rapidamente, senti meu rosto esquentar e sabia estava vermelho, eu não sabia o que fazer.
— Pode usar o banheiro, depois eu vou. — ele disse naturalmente, como se fosse normal encontrar o chefe só de cueca, na verdade ele estava até com um sorrisinho na face.
— Você consegue se virar sozinha, com esse braço?
— Sim, eu tiro a tipoia.
— Qualquer coisa é só chamar.
Na verdade tive dificuldade com o vestido, demorei para me entender com as torneiras do chuveiro e precisei conter a vontade de chorar, essas coisas só acontecem comigo, no primeiro dia do namoro de mentira, o irmão dele chega e eu preciso dormir com Lucca na mesma cama. O homem é lindo o braço direito coberto de tatuagens, mas eu não pude identificar, já que não consegui tirar os olhos da bunda e das coxas dele, sem contar a parte da frente, em repouso daquele tamanho que horror, isso deve fazer um estrago. Para Serena, não quero você com esses tipos de pensamentos sobre o Sr. Lucca. É só ele não aparecer pelado na minha frente. Não adianta minha mente insiste em me contrariar, mesmo não querendo a imagem do homem não sai da minha cabeça.
Quando sai do banheiro Lucca estava com uma toalha na cintura.
— Posso fazer um chá?
— Claro, Serena a casa é sua.
Tomei meu chá sentada em uma banqueta na cozinha, eu não conseguia relaxar por causa de tudo que aconteceu desde o acidente. Me ajeitei no sofá enquanto Lucca estava no banheiro, minha mente continuava me assolando com todo tipo de desgraça, você tira o pijama quando sente calor e acorda pelada. O pensamento grita e fico desesperada, mas é só a calça o que não diminui o meu desespero, mas me faz perceber que estou no modo ansiosa. Fiquei algum tempo ali tentando aceitar os acontecimentos e tinha até me acostumado com o ambiente quando Lucca fala comigo.
— Serena minha cama é enorme e não tem necessidade de você dormir nesse sofá, além do mais isso vai te deixar com dor na coluna o que não é bom para uma pessoa que precisa se recuperar para os treinos. — abri meus olhos para ver um homem que com certeza queria ajudar, mas vestiu um moletom, eu também estava de moletom, mas escondia bem o meu corpo.
— Eu vou me sentir melhor aqui. — insisti.
— Assim você me ofende, eu não tocaria em uma mulher sem o seu consentimento.
— Você dificulta tudo. — disse sem pensar.
— Eu sei, sou eu. — ele disse saindo da sala e eu o segui, Lucca me apontou o lado da cama que eu deveria me deitar e foi o que fiz.
— O que gosta de assistir? Estou assistindo Yellowstone, gosta?
— Eu nunca assisti, mas não me incomoda pode assistir tranquilo. — na verdade estou sentindo falta de Meredith que sempre fica até altas horas no meu quarto conversando. A cama é macia na medida certa, limpa e cheirosa, mas parece que estou deitada em espinhos, sem relaxar. Só quando ouvi a respiração calma de Lucca é que pude relaxar um pouco. Eu ainda estava acordada quando a televisão desligou sozinha.
Na manhã seguinte acordei sem a calça do pijama, apenas de calcinha e blusa, estava sozinha no quarto e ouvia barulhinhos vindo da sala, de repente Lucca abriu a porta.
— Viemos ver se você acordou. — ele disse com o sobrinho no colo.
— Vem tomar café com a gente, sua calça está na cadeira à sua esquerda. — concordei com a cabeça enquanto ele deixava o quarto, que vergonha e mesmo que eu durma de shorts eu tiro. Meu Deus eu não posso dormir com ninguém, fiz uma higiene rápida, prendi os cabelos e fui me encontrar com as pessoas. Eu deveria, mas não estava pronta para a cena que Lucca armou ele esticou um braço e me fez sentar em uma de suas pernas, beijou meu rosto, passou a mão em meus cabelos.
— Como sempre acorda linda!
— Obrigada querido!
— Xai. — Uma menininha disse me empurrando do colo do tio.
— A querida agora seu tio tem namorada, você vai ter que dividí-lo.
— Bom dia, Sr. Alexander!
— Bom dia, tire o senhor, somos cunhados. Você trabalha no hotel, não é?
— Sim. — disse, ajudando Ananda a subir no colo do tio, mas logo recebi uma repreensão.
— O braço querida.
— Esqueci, sinal que está melhorando. — enquanto Ananda me tratava com indiferença, Cristian já me chamava de titia e falava coisas enroladas, mas aponta tudo que quer e não me deixou comer nada sozinha.
— Desculpe, mas a babá precisou de uma horinha para a sua higiene.
— Não se preocupe, tudo bem.
Não demorou consegui ir tomar banho e me preparar para o dia, quando Lucca fez o mesmo Alexander continuou em nossa suíte ele tentava trabalhar em seu notebook, nesse momento tocou o interfone e era Meredith querendo subir, eu deixei ou ela ficaria ainda mais desconfiada, descobri que Meri ama crianças e dela Ananda não teve ciúmes e brincou muito, minha amiga nem me deu muita atenção. As horas foram passando e nós duas estávamos ajudando Alexander, Lucca entrava e saia do apartamento a sala dele é nesse andar.
— Cadê a babá, Alexander? Serena tem fisioterapia não pode ficar de babá não, eu até tinha me esquecido, mas é verdade.
— Então eu já vou embora, daqui a pouco começo a trabalhar.
— Vocês podem ficar com eles só pra eu ver o que aconteceu com a senhora Adelaide. — Alexander pediu envergonhado, e nós duas concordamos com um aceno de cabeça.
Sozinhas Meri não perdeu tempo.
— Como você está? Como o chefe se preocupa com você. Fico até mais tranquila, estou achando tudo isso muito estranho.
— Eu estou ótima, resolvi nos dar uma chance.
— Eu nunca tinha visto o segundo Ricci, ele é bonito, mas parece mais bravo que o Sr. Lucca.
— Fazia muito tempo que eu não o via, ele ficou viúvo, pode ser isso a cara amarrada.
— Verdade? Eu não sabia, coitadinho, judiação das crianças. — achei estranho, mas Lucca entrou com uma mamadeira e fraldas para Christian e para Ananda frutinhas picadas.
— Ele não a encontrou.
— Não entendi?
— A babá sumiu.
— Eu não sei trocar fraldas. — disse sendo a minha única preocupação.
— Eu sei, tenho sobrinhos. Quer fazer xixi Ananda. — Meredith assumiu a situação.
— Depois eu troco a fralda de Christian, mas é mais urgente que ela faça xixi.
— Ta. — eu e Lucca falamos juntos.
— Olharam nos armários, a babá levou alguma bagagem ou se perdeu na floresta?
— Eu não olhei, vou ver isso.
Meri estava com Christian mamando e dormindo em seu colo, Ananda estava do seu lado, quando Alexander entrou na sala, muito nervoso, mesmo curiosas não perguntamos nada, mas o olhávamos esperando uma explicação.
— Ela foi embora, a mala não está no quarto e as imagens de segurança mostram ela deixando o hotel em um táxi. — ele disse triste.
— Eu não sei por que ela fez isso comigo. Estou ferrado!
— Senhor Alexander, eu sinto muito, mas agora preciso ir trabalhar se quiser depois das dezenove horas venho te ajudar com o banho e o jantar.
— Não quero incomodar, mas sozinho não dou conta.
— Mas podemos pagá-la, Alexander, assim você pode resolver algum trabalho. — Lucca lembrou.
— Claro, vamos pagar.
— Até depois. — Meri disse entregando o bebê para o pai, depois se despediu da pequena Ananda e mal se lembrou de mim. Como assim gente!
Fui para a fisioterapia depois eu e Luigi pegamos minhas coisas no quarto ao lado, eu assisti alguns vídeos de pessoas esquiando, o que aumentou a minha vontade de treinar.
Olá meninas! espero que estejam gostando do livro. Não deixe de comentar para que saiba o que estão achando. Beijos. De sua autora Sheyla Bito.







