As batidas na porta não paravam. Toc. Toc. Toc. Rítmicas, insistentes, como o tic-tac de um relógio marcando o fim de uma vida. Marina Tavares ainda tremia, aquele grito de "VAI!" de Rafael ecoando em seus ouvidos junto com o choro das crianças, que haviam acordado assustadas no quarto ao lado.
Ela se arrastou até a porta, limpando as lágrimas com as costas da mão, tentando compor um rosto que já não existia. Pelo olho mágico, viu duas figuras: um homem e uma mulher, ambos de ternos sóbrios, ex