O apartamento no bairro nobre cheirava a lasanha congelada e limpeza superficial. Rafael Tavares entrou, pendurou o casaco no cabideiro com um suspiro de satisfação. O cheiro do hospital, da antissepsia e do medo, ficara para trás. Em seu lugar, o aroma reconfortante de uma casa, de uma vida bem arrumada.
— Papai! — Dois vultos pequenos correram em sua direção. Pedro, de oito anos, e Sofia, de seis. Ele os abraçou, beijando o topo de suas cabeças, o sorriso no rosto um reflexo genuíno.
—Como f