Carla encarava o relógio do restaurante como se pudesse controlar o tempo com a força do pensamento. Suas unhas batiam levemente na mesa de mármore, um ritmo nervoso que acompanhava a ansiedade crescente.
20h17.
O garçom passou pela primeira vez.
— A senhora gostaria de pedir algo enquanto espera?
— Um vinho bordô suave, por favor. E... ele deve chegar a qualquer momento.
21h03.
O vinho estava intocado. A taça suava no ar condicionado.
— Mais algum tempo,senhora?
— Sim,obrigada. Ele deve ter se