O sol da manhã entrava em listras douradas pela janela do quarto, mas Carla não conseguia sentir seu calor. Ela perambulava pelo quarto como uma alma penada, as mãos trêmulas, o coração um peso morto no peito.
Ignorar. É só ignorar para sempre, pensou, passando os dedos pelo cabelo desalinhado.
Chorar? Não. Já chorei demais por homens.
Fugir. Ligar para Olívia, pedir para sumir desta cidade, desta vida.
Mas o orgulho era uma couraça mais forte. Mais forte que a dor latejante, mais forte que a e