O corredor que levava ao escritório de Nicolau parecia mais comprido do que o normal. Ian caminhava ao lado dele, mas sem trocar uma palavra. Cada passo ecoava no mármore como se estivesse marcando tempo para algo inevitável.
Ao entrar, Nicolau fechou a porta devagar, sem pressa, mas com firmeza. Ficou de pé atrás da própria mesa, como um juiz, prestes a dar sua sentença.
O ambiente estava silencioso, exceto pelo tique-taque grave do relógio da parede.
Ian cruzou os braços, esperando.
— Isso… —