Mundo de ficçãoIniciar sessãoPor culpa do tio inescrupuloso, Alexia Clark perdeu a tia, a única pessoa que importava no mundo para ela. Após seis anos trabalhando como garçonete, ela é demitida. Sem moradia e família, a mocinha consegue o emprego de babá da filha de Daniel Thompson, um importante CEO de Manhattan. Isadora, a adorável filha de Daniel, assim que viu Alexia, a chamou de mamãe. A pequena, que antes mal falava, agora está feliz e falante. Daniel não entende como uma mulher estranha ganhou o coração de Isadora tão rápido. O que ele e nem ela sabem é que o encontro deles não foi por acaso; foi o destino que os uniu. esse livro é um romance sobre segundas chances e recomeço. Venham descobrir o fim desse lindo romance
Ler maisAlexia Clark— Então, senhor Biscoito, para pagar o aluguel terá que trabalhar na sorveteria da dona Girafa.Seguro o urso panda de pelúciae faço uma voz grossa e engraçada.— Ah, não! E agora? Ela me odeia porque roubei o coração dela. E os sorvetes.Isa ri e coloca o leão de pelúcia na cama.— Enjoei da brincadeira, Alex. Vamos brincar de pega-pega?Sorrio e beijo suas bochechas.A minha filha tem a mesma idade que ela!Eu já amo essa menina.— Claro, princesinha, vamos.Digo, me levantando. Saímos do quarto super rosa dela. Parece o quarto da Barbie! Isa obviamente é apaixonada pela cor rosa.— Isa, não corre.Digo.Ela termina de descer as escadas.Vou atrás dela.Isa esbarra em um móvel e o vaso que estava em cima dele cai no chão e se parte em vários pedaços.— Foi sem querer...Nesse momento, Ivete surge na sala com inúmeras sacolas.— Eu não acredito que você destruiu o vaso que ganhei da minha bisavó, sua...Diz, apontando o dedo para Isadora, que fica paralisada de medo.Qu
IsadoraAlexiaO homem me encara com curiosidade. Seu olhar analisa até a minha alma.Porra, que olhar intenso...— Eu sou Alexia Clark. Vim por causa da vaga de babá.— Essa é a mamãe, papai. Eu te disse que iria achar ela.— Isadora, nós já conversamos sobre isso. A sua mãe foi morar no céu, minha princesinha.Daniel parece ser um magnata arrogante e frio como uma pedra de gelo, mas com a filha ele é todo doce.Tenho certeza de que nunca tinha visto um homem tão atraente. O olhar dele não quer sair do meu.Se controla, Alexia. Você veio para uma entrevista de emprego. Nem pense em dar em cima do homem que pode te tirar da lama.— Mas, papai, ela é a mamãe que aparece nos meus sonhos. Você tem que se casar com ela.— Seu pai já é casado comigo, lindinha.Uma mulher loira, alta e magra, vestindo uma roupa elegante, surge descendo as escadas.Ela me olha de cima a baixo com cara de nojo, como se estivesse vendo uma barata.— Você é má.— Isadora, por favor, se comporte. A Ivete é min
Alexia— O que o senhor quer aqui?Pergunto, apontando a escova que uso para pentear os cabelos em sua direção.— Quero ver a cor da sua calcinha.Velho tarado nojento.— Não tem vergonha na cara, não? Você é casado.— Minha mulher já tá muito velha, não tá dando conta. Vai ser bom, eu prometo.Ele tira a calça, ficando só de cueca.Finjo que concordo, me aproximo e acerto o joelho em seu saco imundo.— SUA VADIA! Tá demitida! Não te pagarei nenhum centavo. Sai daqui!Fala com a mão no membro, se contorcendo de dor.— Vai ser muito bom não olhar mais pra sua cara de pervertido.Digo e saio de lá.Já do lado de fora, sento na calçada e me permito chorar.Por que tudo dá errado pra mim?É desgraça atrás de desgraça!Se minha bebê estivesse comigo, eu seria tão feliz!Iria trabalhar em quatro empregos pra não faltar nada pra Sofia.Recebo uma mensagem do síndico do meu prédio. Ele quer os dois meses de aluguel atrasado.Tudo que tenho são 150 dólares.Choro mais uma vez.Ótimo, agora eu
AlexiaMeses depois...Eu deveria ganhar o prêmio de mulher mais burra de Nova York. Mesmo sabendo que meu tio é um bandido, eu confiei nele e perdi a única família que eu tinha. E, para piorar, virei prisioneira dele.Toco em meu ventre.Infelizmente, a inseminação deu certo. Eu estou grávida!A cada chute que meu bebê dá, eu fico triste porque sei que, assim que ele nascer, aquele velho vai levar o bisneto para longe de mim.— Oi, neném. Como você está hoje? A mamãe tá em apuros! Não sei o que fazer. Vão tirar você de mim.Lágrimas ardem em meus olhos.A porta do porão se abre. Fernando entra e coloca uma bandeja repleta de comida em cima da mesa.— Tá falando com o bebê de novo, Alexia? Pare de ser idiota. Ele não vai te responder.— Fernando, por favor, me deixe ir. Eu preciso criar o meu filho.Ele ri.— Esse bebê não é seu! Você é apenas a barriga de aluguel.— Você é um monstro doente. Como pôde matar a sua própria irmã?Sua risada nojenta me faz sentir vontade de vomitar.— Eu
AlexiaLanchonete do BobÉ, eu vou mesmo ficar grávida de um homem que nunca vi na vida. Ele pode ser um bandido. Será que ele é feio? Gordo? Careca? E se o bebê herdar a calvície dele?— Para de pensar em besteira, Alexia.O bebê nunca vai ser meu...Odeio ser pobre!Queria ter feito alguma faculdade. Talvez eu teria um bom emprego e não precisaria ser barriga de aluguel de um estranho.Limpo a mesa suja de maionese que uma criança sujou.— Tá tudo bem, colega?Dolores diz, cutucando meu ombro.Odeio essa mania irritante dela.— Por favor, não faça mais isso. Sabe que detesto.— Acordou amarga hoje. Olha, eu tô saindo com um riquinho que mora na ala dos bilionários. Se quiser, peço pra ele te apresentar um amigo.— Não, obrigado.Digo, indo para a área dos funcionários.Ela vem bem atrás de mim.— Deixa de ser burra. Só um homem rico vai tirar a gente dessa vida de miséria.— E você acha que esses homens ricos vão querer assumir mulheres que não têm onde cair mortas? Acorda, Dolores.
Alexia ClarkMott Haven, bairro no sul do BronxTermino de comer uma fatia de torrada e pego uma maçã para comer no caminho para o trabalho.Ao sair, verifico se tranquei mesmo a porta do meu cubículo.Se roubarem as poucas coisas que tenho, vou demorar uma eternidade para comprar outras. Estou mergulhada na pindaíba.Caminho durante sete minutos e chego à lanchonete do Bob.Ele não paga uma fortuna, mas o salário e as gorjetas ajudam a não deixar a gente morrer de fome.O que realmente me preocupa é não ter dinheiro para pagar o tratamento da minha tia, que foi diagnosticada com câncer no fígado há cinco meses. Estamos dependendo de doações de estranhos.Vou para a pequena área feminina e visto meu uniforme horrível laranja e verde, com um chapéu verde na cabeça.Me sinto uma garçonete dos anos 70.— Bom dia, flor. Quando vai dar uma chance pro nosso amor?Sorrio. Jonathan, o cozinheiro, sempre brinca que é apaixonado por mim.— Esqueceu que da fruta que eu gosto você come até o caro





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