O amanhecer sobre a mansão Moretti não trouxe consigo a promessa dourada de um novo começo, mas sim a luz pálida e cinzenta de um dia que precisava ser enfrentado. Ela deslizou por entre as frestas das cortinas de veludo pesado, teimosas guardiãs da privacidade de Ian, pintando o chão de mármore polido com listras de um dourado doentio e triste. A luz não aquecia; apenas iluminava a vastidão vazia do quarto, tornando-a mais opressiva.
Ian não havia testemunhado o nascer do sol. Para isso, seria