A primeira vibração do celular sobre a mesa de jantar foi como o rastro de um inseto em sua pele. Olívia não moveu um músculo. Seus olhos, ainda inchados e com sombras roxas de uma noite sem sono, permaneceram fixos nos veios da madeira barata, como se pudesse encontrar ali um mapa para escapar do próprio caos.
O som se repetiu, mais insistente desta vez. Um zumbido agressivo que cortou o silêncio abafado da manhã e pareceu vibrar no centro de seu peito.
Carla, enrolada em uma camisola desbotad