Clara não deveria estar ali.
Mas estava. Bem ali. De pé na entrada do salão, como se fosse dona do lugar. Ombros retos, sorriso pronto, olhos percorrendo tudo com calma de predadora.
Olivia a reconheceu no segundo em que o salto tocou o mármore. Nem precisou ver o rosto: bastava a maneira como andava. Como quem sempre soube onde pisa, mesmo quando pisa em cima dos outros.
O perfume doce veio primeiro. A lembrança depois.
As risadas abafadas vindas do próprio quarto. O som do zíper sendo fech