Cheguei em casa com o mundo girando.
Minhas mãos ainda tremiam depois da conversa com minha mãe. Cada palavra dela parecia uma faca — e o nome “Bellini” ainda ecoava nos meus ouvidos como um presságio.
Dante Bellini.
O homem que me fez gozar contra uma parede de vidro. Que me olhava como se eu fosse a única verdade dele. Que sussurrava meu nome como se pertencesse a ele.
E também o homem que, de alguma forma, estava ligado à queda do meu pai.
Joguei a bolsa no sofá e fui direto para o banheiro.